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Governo quer meios aéreos a controlar a velocidade nas estradas

O Governo pondera vir a usar helicópteros da Proteção Civil ou drones para fazer controlo de velocidade nas estradas, admitindo também instalar mais radares e inibir o sinal de telemóvel ao volante. Declarações foram feitas, esta terça-feira, no âmbito da apresentação de um estudo por parte do Automóvel Clube de Portugal.

Governo quer meios aéreos a controlar a velocidade nas estradas
Notícias ao Minuto

12:31 - 23/01/18 por Patrícia Martins Carvalho

País Secretário de Estado

Um estudo apresentado hoje revela que um terço dos agregados familiares tem três ou mais veículos, ao mesmo tempo que 41% dos carros que circulam nas estradas portuguesas têm mais de 10 anos.

Estas são apenas algumas das conclusões do inquérito levado a cabo pelo Observatório do Automóvel Clube de Portugal cuja cerimónia de apresentação de resultados contou com a presença do secretário de Estado da Proteção Civil.

José Artur Tavares Neves disse aos jornalistas que “urge tomar medidas” no que aos números da sinistralidade diz respeito, ressalvando, no entanto, que já foram tomadas medidas neste sentido, como o “reforço dos patrulhamentos nas zonas mais críticas” e a “operacionalização de um conjunto de radares [de controlo de velocidade] localizados em vários pontos onde a sinistralidade era mais acentuada”.

Ainda assim, sublinhou o secretário de Estado, existe a necessidade de “colocar em marcha” outro tipo de ações que permita reduzir o número de acidentes rodoviários, bem como o número de vítimas, mortais ou não.

Nesta senda, José Artur Tavares Neves revelou que está em cima da mesa de discussão a possibilidade de meios aéreos se juntarem aos radares no que ao controlo da velocidade diz respeito.

"É uma das soluções seguidas em Espanha e França e há a possibilidade também cá termos esse modelo", declarou, afirmando que há "tecnologias muito evoluídas" e relativamente simples que poderão equipar "os helicópteros que estão ao dispor da Autoridade Nacional de Proteção Civil" para serem usados na fiscalização de velocidade.

Numa avaliação prévia, o Governo está a encará-la como "uma boa solução" para enfrentar o problema da velocidade excessiva que provoca acidentes.

“Estamos a estudar a utilização de meios aéreos para a fiscalização de velocidades em complemento com os radares”, indicou o membro do Governo aos jornalistas, acrescentando ainda que o uso do telemóvel ao volante é outro hábito que “urge” combater.

ASSIM, a tutela estuda também "aplicações com as operadoras para diminuir o uso de telemóvel", incluindo "inibições de sinais" com respostas automáticas para chamadas recebidas que indicam que "o condutor está ao volante e não pode atender a chamada".

“Estamos a dialogar com as operadoras e com a ANACOM para encontramos soluções que nos façam acautelar o uso [do telemóvel]”, explicou o responsável, segundo o qual será posta em prática uma “georreferenciação de todos os pontos críticos das estradas através de um sistema Siresp/Gl que, a partir de março, pensamos ter operacional”.

Por fim, José Artur Tavares Neves adiantou ainda que serão feitas diversas ações de sensibilização junto da comunidade escolar para a disseminação de uma “cultura de segurança” que acabe também por chegar aos condutores mais velhos.

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