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Instituto do Porto cria dispositivo para monitorizar correntes marítimas

Uma equipa do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores Tecnologia e Ciência (INESC TEC) está a participar num projeto que visa desenvolver dispositivos fáceis de manusear, de baixo custo e semelhantes a boias, para monitorizar as correntes marítimas.

Instituto do Porto cria dispositivo para monitorizar correntes marítimas
Notícias ao Minuto

11:46 - 19/01/18 por Lusa

País Invenções

Com esta tecnologia, os investigadores pretendem fornecer uma tecnologia para monitorizar as correntes marítimas de superfície e as suas características dinâmicas, "em qualquer parte do mundo", indicou Artur Rocha, do Centro de Sistemas de Informação e Computação Gráfica (CSIG) do INESC TEC.

Nesse sentido, estão a desenvolver, no âmbito do projeto MELOA, uma solução baseada em derivadores flutuantes (semelhantes a boias), "resiliente e diversificada", que pode ser utilizada em diferentes ambientes marítimos, desde o mar profundo até zonas mais terrestres, incluindo áreas costeiras, ribeiras e zonas de desportos aquáticos.

Os parâmetros que estes dispositivos podem medir são personalizáveis a cada situação e permitem avaliar, por exemplo, correntes marítimas ou litorais, variações da temperatura e a altura das ondas, contou.

Outra inovação associada a esta tecnologia, continuou o investigador, passa pela possibilidade que alguns estes dispositivos terão em se autoalimentarem, através da ondulação do oceano.

Artur Rocha indicou que os dispositivos podem ser utilizados por institutos de investigação, administrações portuárias, agências de monitorização, cientistas e, no limite, qualquer pessoa que tenha interesse monitorizar algum parâmetro à sua escolha, encaixando assim no conceito de 'citizen science' (ciência do cidadão).

O papel do INESC TEC consiste no desenvolvimento do 'software' para gestão das campanhas de recolha de dados e a integração num catálogo de dados a disponibilizar pela DEIMOS Space, entidade espanhola que coordena o projeto.

O trabalho desenvolvido no MELOA resulta do projeto Observatório RAIA, no qual foram produzidas as primeiras versões dos dispositivos e as campanhas que permitiram validar a solução, num determinado contexto, que a equipa pretende agora alargar a outras utilizações.

Esta solução, que resultou de uma colaboração com o LSTS (Laboratório de Sistemas e Tecnologia Subaquática) da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e com o Instituto Hidrográfico, foi usada para estudar a circulação de superfície na zona de rebentação, incluindo detalhes sobre a estrutura dos agueiros e correntes de deriva litoral, demonstrada em campanhas conjuntas em São Jacinto e Vila Praia de Âncora.

O MELOA - Multi-purpose/Multi-sensor Extra Light Oceanography Apparatus, iniciado a 01 de dezembro de 2017, enquadra-se no âmbito do programa Horizonte 2020, tem a duração de 39 meses e um orçamento global de 4,7 milhões de euros.

Além do INESC TEC e da DEIMOS Space, conta com a parceria da DEIMOS Engenharia, do Instituto Hidrográfico (IH), do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR), da Ocean Scan, da Composite Solutions, da Collecte Localisation Satellites (CLS) - que gere a rede de satélites Argos -, da Universidade Politécnica da Catalunha (UPC) e da SmartBay Ireland (SBI).

Coordenada por Artur Rocha, a equipa do INESC TEC é composto pelos investigadores João Correia Lopes, Lino Oliveira, Paulo Monteiro e Alexandre Costa.

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