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"A porta que abria para fora era ao lado e não foi utilizada"

Presidente da República acaba de chegar à associação recreativa em Vila Nova da Rainha.

"A porta que abria para fora era ao lado e não foi utilizada"
Notícias ao Minuto

12:20 - 14/01/18 por Patrícia Martins Carvalho

País Tondela

Marcelo Rebelo de Sousa chegou, ao final da manhã deste domingo, ao local onde ontem oito pessoas morreram na sequência de um incêndio que deflagrou na associação recreativa de Vila Nova da Rainha.

Assim que chegou à aldeia onde a tragédia teve lugar, o Presidente da República falou com alguns moradores e familiares das vítimas, prestando as suas condolências e dando o seu apoio.

De seguida entrou na associação recreativa que está a ser guardada por vários elementos da GNR para que ninguém entre no interior do pequeno edifício.

À saída da associação recreativa, Marcelo falou aos jornalistas lamentando que, face ao “pânico” vivido no momento, as pessoas tenham optado pela porta que abria para dentro e não por outra mais distante que permitiria uma saída mais rápida e segura.

“Há pessoas que conseguem ter mais sorte numa situação destas e outras menos. Havia ao lado uma porta que abria para fora, mas como a que ficava junto às escadas era a mais óbvia, a mais utilizada… a outra que podia ter permitido a saída não foi utilizada”, disse o Chefe de Estado, lamentando e defendendo que “foi tudo muito rápido” e “estando as pessoas em pânico” tornava-se difícil terem-se dirigido à outra porta.

Marcelo Rebelo de Sousa apresentou então as condolências aos familiares das vítimas mortais e daqueles que recuperam no hospital. Recorde-se que o incêndio de ontem tirou a vida a 8 pessoas, deixando feridas outras 38, estando 9 em estado considerado grave.

Aos jornalistas, o Presidente elogiou a “forma competente como várias instituições intervieram em tão curto espaço de tempo”.

“Foi uma situação difícil e todos foram excecionais. Todos. Desde os profissionais da área da Saúde, da Proteção Civil, das Forças Armadas… as estruturas de socorro mais próximas ou mais distantes, o transporte, a evacuação, tudo funcionou”, defendeu.

Durante a visita às instalações, Marcelo disse ter conseguido perceber "a posição das mesas, a localização das pessoas, da salamandra, da saída para as escadas" e que, mesmo havendo duas portas para sair, houve "uma aglomeração a pensar na porta que estava em frente e não na que estava à esquerda".

Segundo o Presidente, a parte que ardeu mais rapidamente foi o teto, o que "explica porque é que alguns dos feridos, para se protegerem da queda do teto, se queimaram nas mãos e na cara".

O Chefe de Estado disse ainda que tentará visitar as famílias das vítimas, mas respeitando "o recato deste momento, que é de vivência familiar", e também os doentes internados nos vários hospitais, hoje e nos próximos dias.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu também que, segundo o presidente da Câmara de Tondela, a associação "tinha os licenciamentos e o que era preciso para este tipo de atividade".

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