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Autarca de Monção critica falta de apoio à reconstrução de habitações

O presidente da Câmara de Monção criticou, hoje, a falta de apoio à reconstrução de habitações destruídas pelos fogos de outubro e defendeu a necessidade de "acelerar procedimentos para que a ajuda deixe de ser virtual e torne real".

Autarca de Monção critica falta de apoio à reconstrução de habitações
Notícias ao Minuto

09:18 - 14/01/18 por Lusa

País Incêndios

"Até ao momento, não foi recebida qualquer comparticipação financeira para a recuperação de habitações. Apenas o trabalho de muitos voluntários que, ainda no passado sábado, procederam à remoção do entulho numa habitação ardida na freguesia de Longos Vales", afirmou à agência Lusa, o autarca social-democrata António Barbosa.

Segundos dados fornecidos pela Câmara de Monção, no distrito de Viana do Castelo os incêndios florestais de outubro de 2017 "destruíram cinco primeiras habitações e 17 segundas habitações" e "causaram danos consideráveis em quatro empresas dedicadas à transformação de madeira e pedra".

No concelho, a área ardida foi de aproximadamente cinco mil hectares, cerca de um quarto do território".

António Barbosa lamentou a "morosidade" do processo de reconstrução das habitações, "supervisionado" pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), e defendeu a "necessidade de acelerar os procedimentos para que a ajuda deixe de ser virtual para se tornar real".

"Há muitas pessoas no concelho de Monção que sofreram com este flagelo e que precisam desse apoio para reerguer a esperança e encarar o futuro com mais otimismo", sustentou o autarca que, na altura dos fogos, ainda não tinha tomado posse do seu primeiro mandato autárquico, após ter derrotado o anterior presidente socialista, Augusto Domingues, no embate eleitoral de 01 de outubro.

O autarca adiantou que, "apesar de a recuperação das empresas ser da responsabilidade dos respetivos proprietários, através de candidatura à linha de financiamento aberta pelo Governo, a autarquia tem colaborado com as empresas no desenvolvimento deste procedimento administrativo".

António Barbosa destacou ainda que "existe insatisfação da população pelo facto de Monção, sendo o concelho mais penalizado no Norte do país, ter passado ao lado da agenda presidencial e governamental, a qual tem sido preenchida com deslocações aos concelhos do centro do país".

"Este lamento é do presidente da Câmara de Monção, mas também dos monçanenses que, todos os dias, nos transmitem essa constatação com um misto de tristeza e desilusão. Somos todos portugueses. Como tal, devemos ser todos tratados de igual forma", frisou António Barbosa.

De acordo com dos dados do município, "além de duas mortes indiretas, por inalação de fumo e queda na salvaguarda de alfaias agrícolas, os incêndios "atingiram severamente os seculares espigueiros, símbolo de identidade cultural e apego à ruralidade, bem como várias quintas de produção de vinho Alvarinho, economia relevante no berço daquela casta".

Já no município vizinho de Melgaço, o autarca socialista Manoel Batista afirmou que "a resposta da tutela foi rápida".

"O apoio aos produtores de gado foi relativamente célere com fornecimento de rações e os apoios estão a chegar", sustentou.

Manoel Batista explicou que a área ardida ronda "os 600 hectares, sobretudo zonas de monte e pinhal, alguma área agrícola ligada à vinha e pastorícia".

"O nosso cuidado, neste momento, é pensar nova política para a floresta para que não se repitam casos semelhantes", disse.

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