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Urgências de hospitais do Alentejo sem "aumento significativo" da procura

A Administração Regional de Saúde do Alentejo revelou hoje que as urgências dos hospitais da região não registam "um aumento muito significativo" da procura, nem dos casos de gripe, embora comecem a aparecer doentes com problemas respiratórios.

Urgências de hospitais do Alentejo sem "aumento significativo" da procura
Notícias ao Minuto

17:45 - 31/12/17 por Lusa

País ARS

"Ainda não verificamos um número significativo de casos de síndrome gripal, nem um aumento muito significativo" da procura das urgências hospitalares, disse à agência Lusa o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, José Robalo.

O responsável da autoridade de Saúde falava à margem de uma visita que está a efetuar, hoje à tarde, às unidades hospitalares da região, iniciada pelo Hospital de Portalegre.

Nas urgências deste hospital, revelou o presidente da ARS, verificou-se hoje "um ligeiro atraso" no atendimento porque "o médico da triagem faltou, sem avisar".

Contactada pela Lusa, Ilídio Pinto Cardoso, da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, confirmou a existência de "algum atraso na triagem" das urgências, "durante a manhã e até por volta das 16:00", entretanto "já resolvido".

"Faltou um médico de uma empresa", escalado para a triagem, mas "a diretora clínica já assumiu a triagem e este problema pontual foi resolvido", afiançou.

A propósito do balanço da afluência às urgências dos hospitais do Alentejo, nos últimos dias, José Robalo explicou que a ARS está a monitorizar diariamente o funcionamento dos serviços de Urgência e, até ao momento, a procura "está dentro do padrão que é habitual" para esta época do ano.

"Ainda não se estão a verificar muitos casos" de gripes e os serviços de atendimento "estão regularizados", frisou, admitindo, contudo, que "começam a aparecer alguns doentes com patologia respiratória, com tosse, expetoração e febre ligeira".

Estes quadros, continuou, "fazem com que os doentes tenham que permanecer algum tempo nas urgências", para a realização de exames complementares de diagnóstico e para, depois, "poderem saber se podem voltar ao seu domicílio ou se terão que ficar internados".

O presidente da ARS reconheceu que estas situações podem implicar "algum atraso", mas não no atendimento aos doentes: "Já estão atendidos e estão a receber tratamento ou estão a aguardar o resultado dos exames".

"Existem situações que, às vezes, por depender do tipo de doentes que chegam, podem eventualmente atrasar um pouco, mas, na sua generalidade, a resposta está a ser adequada às necessidades", argumentou.

Os centros de Saúde da região estão com horário normal de funcionamento. Dependendo do aumento dos casos de gripe, nas próximas semanas, a ARS pode vir a decidir o alargamento das horas de atendimento.

José Robalo, que vai prosseguir a visita de hoje rumando aos hospitais de Évora, Beja e Litoral Alentejano, a tendência será para a subida do número de casos de gripe na região do Alentejo "nas próximas duas semanas".

"Estamos a tentar identificar algumas dificuldades que possam existir nas diversas unidades", para encontrar "as melhores soluções para responder, de forma adequada, às pessoas que recorrem aos hospitais", assinalou o presidente da ARS, justificando a sua visita de hoje.

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, disse hoje existirem situações anómalas e graves nas urgências de alguns hospitais e a bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, denunciou, no sábado, "o caos instalado na maior parte das urgências do país", apelando ao Ministério da Saúde para tomar "uma atitude".

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