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Desta vez, teve de ser. A hérnia encarcerada que obrigou Marcelo a parar

O habitualmente ‘irrequieto’ Presidente estará por estes dias a recuperar da cirurgia a que foi sujeito.

Desta vez, teve de ser. A hérnia encarcerada que obrigou Marcelo a parar

Desde que Marcelo Rebelo de Sousa assumiu funções que nos temos habituado ao seu ritmo acelerado. O Presidente fala praticamente todos os dias e passa pelos mais diversos locais, sempre atento à atualidade. É um daqueles casos curiosos em que há quem o elogie e critique pelo mesmo: parece que não pára quieto.

Desta vez, porém, Marcelo teve mesmo de parar. O primeiro sinal de alerta foi dado pouco antes da hora de almoço, quando uma nota da agência Lusa dava conta de algo raro na agenda do Presidente: um cancelamento.

Marcelo tinha marcada uma reunião às 13h00 com sindicatos de juízes, acabando por desmarcar “20 minutos antes”. Pouco depois soube-se então o que estava em causa: Marcelo ia ser internado.

A hérnia que encarcerou

Uma protuberância fora do normal na zona do umbigo, eis como se caracteriza uma hérnia umbilical.

Esta situação é mais frequente em crianças do que em adultos e causa dores e algum desconforto na região. Mas porquê a cirurgia de “urgência”? Porque a hérnia encarcerou. Isto é, “não se consegue reduzir. Está cá fora e não vai para dentro”, explicava ontem o médico Eduardo Barroso numa linguagem mais simples, já após a cirurgia.

Uma cirurgia sem complicações

“Esse encarceramento reduz o fluxo sanguíneo do segmento de intestino afetado causando dor umbilical e lesão dos tecidos. Quando o fluxo sanguíneo está completamente interrompido, estamos perante uma hérnia estrangulada”, explica-se no site da CUF. Ora em caso de estrangulamento, poderia haver mesmo risco de vida. Mas não era o caso.

A cirurgia já estava programada para o próximo dia 4 de janeiro Esta semana, a equipa de Eduardo Barroso já tinha estado a ultimar com o médico de Marcelo os detalhes para a cirurgia. Mas este encarceramento da hérnia levou a que se antecipasse a intervenção.

Correu tudo sem complicações. Marcelo cancelou a sua agenda destes dias, “incluindo as deslocações previstas para 31 de dezembro e 1 de janeiro, à área da tragédia de outubro”, como dava conta uma nota do site da Presidência.

António Costa, conta a SIC, ligou a Eduardo Barroso para saber pessoalmente como tinha corrido a operação. Ontem não houve lugar a visitas. Mas esta sexta-feira o primeiro-ministro deverá ser uma das pessoas a passar pelo Curry Cabral, a par do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

Presidente em funções, mesmo a recuperar

Estes dias ainda serão de convalescença para Marcelo. A recuperação, porém, não traz nenhum impedimento temporário, como explicava ontem à Lusa o gabinete de Ferro Rodrigues. Na última vez que um presidente foi operado a situação foi diferente.

Caso o Presidente esteja impedido por algum motivo de exercer as suas funções, cabe ao presidente da Assembleia da República desempenhá-las. Ainda que desta vez Ferro Rodrigues não precise de assumir funções, foi isso mesmo que aconteceu em julho de 1996, era então Jorge Sampaio o Presidente e Almeida Santos o presidente da Assembleia da República.

Na altura, Sampaio entrou pelo seu próprio pé e ainda falou aos jornalistas, antes de ser operado ao coração, numa cirurgia complexa, de substituição de uma válvula mitral. A cirurgia demorou cerca de quatro horas, tendo obrigado ainda ao tratamento de um pequeno aneurisma. Curiosamente, Sampaio foi operado no Hospital Santa Cruz, em Carnaxide, o mesmo onde o cantor Salvador Sobral foi operado recentemente.

A cirurgia de Marcelo não era tão complicada e decorreu sem complicações. O tempo agora é de descanso.

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