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UMAR lança Observatório Adolescência e Violências

A União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) lançou hoje o "Observatório Adolescência e Violências" que visa estudar os vários tipos de violência contra os adolescentes, como a homofobia, o racismo ou o assédio sexual.

UMAR lança Observatório Adolescência e Violências
Notícias ao Minuto

15:42 - 07/12/17 por Lusa

País Feminismo

"O objetivo é estudar outros tipos de violência além da violência do namoro, que temos vindo a estudar ao longo do tempo", disse à agência Lusa Ana Teresa Dias, técnica do projeto "Art'Themis +", da UMAR, subvencionado pelo Estado.

As relações interpessoais íntimas, a violência entre pares, o racismo, o assédio sexual e a homofobia são temas que vão ser estudados pelo observatório.

"Este tipo de violências acontece na adolescência e não é tão falado pelas entidades, nem há dados sobre elas", razão pela qual o observatório considerou que "seria importante abordá-las", sublinhou.

A UMAR lançou em 2004 o projeto Art'Themis, um programa de prevenção da violência nas escolas, desenvolvido em 16 agrupamentos, 25 escolas, que envolve cerca de 1.500 alunos de todos os ciclos de ensino, no contexto da educação para a cidadania

Do contacto com os alunos, os técnicos verificaram que há vários tipos de estereótipos que ainda existem nas escolas e que promovem este tipo de violências, como por exemplo a homofobia.

"Ainda há o estigma de que se um rapaz comprar um brinquedo que é considerado de rapariga vai ser homossexual", disse Ana Teresa Dias, sublinhando que "este tipo de questões ainda está muito enraizado nas escolas e na sociedade".

Perante esta realidade, os técnicos consideraram que seria "importante realizar estudos sobre este tipo de violência para perceber a sua prevalência e legitimação perante os jovens".

Em comunicado, a UMAR adianta que a "violência de género é uma problemática muito presente na vida dos/as jovens e que pode ter repercussões na vida adulta, se não for, atempadamente, combatida".

Dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) indicam que, em 34,9% das 27.291 ocorrências de violência doméstica registadas em 2016, estavam presentes crianças, "tendo um impacto alarmante no desenvolvimento biopsicossocial infantil e na concretização dos direitos das crianças, refere a UMAR.

De acordo com o Observatório das Mulheres Assassinadas da UMAR, este ano foram assassinadas 18 mulheres "às mãos dos (ex) companheiros, números que se tornam ainda mais preocupantes, quando, em 14 anos, mais de 450 mulheres foram mortas".

O "Observatório Adolescência e Violências" foi apresentado hoje em conferência de imprensa, no Porto, onde foi também lançado o manual "Prevenir a Violência, Construir a Igualdade", onde se apresenta o trabalho, a filosofia e as ferramentas pedagógicas que a UMAR utiliza na prevenção primária.

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