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Portugal vive maior seca de sempre. Estes pequenos gestos podem ajudar

Na semana em que o El Mundo fez saber que 60% do curso do Rio Douro está em seca, falámos com a ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável para saber de que forma é que cada um de nós pode ajudar a poupar água.

Portugal vive maior seca de sempre. Estes pequenos gestos podem ajudar

Notícias ao Minuto

08:28 - 11/11/17 por Andrea Pinto

País Dicas

Com um verão que teimou em prolongar-se até há bem pouco tempo, Portugal vive, este ano, um dos piores períodos de seca da sua história.

Os meses de setembro e outubro foram, segundo a ZERO, “os mais secos desde há 87 anos”, algo que, a prolongar-se pelo inverno, poderá levar o país a viver uma “situação muito complicada”.

“É a primeira vez que acontece, isto é, ter um outubro muito seco depois de um ano hidrológico seco”, explica-nos a vice-presidente da ZERO, Carla Graça, acrescentando que “de acordo com os Boletins Climatológicos do IPMA  (Instituto de Português do Mar e da Atmosfera), a seca tem vindo a agravar-se e o território viu a sua área em seca severa e extrema agravar-se nestes últimos dois meses, abrangendo agora 100% do território nacional”.

A somar a tudo isso, e embora o frio já comece a dar os primeiros sinais, o IPMA “não apresenta previsões de chuva significativa para as próximas semanas, pelo que a situação de seca prolongada, severa e extrema, deverá continuar nos próximos tempos”.

“O país não está preparado para situações de seca muito prolongada e são necessárias medidas e políticas urgentes de adaptação às alterações climáticas”, lembra Carla Graça, que esclarece que o facto de nos localizarmos na Península Ibérica e junto ao Mediterrâneo - “zonas muito vulneráveis e particularmente susceptíveis à expansão das zonas áridas e a situações de escassez de água” - contribui para a situação que agora se vive. Recorde-se, aliás, que esta semana o El Mundo deu conta de que "um dos símbolos da Península Ibérica" está como nunca antes visto. A publicação espanhola refere-se ao rio Douro, que nasce na Serra de Urbión e desagua no Porto, e que está seco em cerca de 60% do seu curso.

A pensar nisso, e nas consequências que esta situação poderá ter para o país, o Noticias ao Minuto quis saber o que cada um de nós pode, no seu dia a dia, fazer, para ajudar (ainda que pouco) a inverter esta situação. São pequenos passos diários que podem obrigar a pequenas mudanças de hábitos, mas que no final podem fazer a diferença.

Também o Governo já mostrou estar preocupado com a situação e lançou esta semana uma campanha de sensibilização em que recorda que "fechando a torneira um minuto poupamos 12 litros de água. Se todos o fizermos, poupamos 120 milhões de litros por minuto", o que é "suficiente para garantir as necessidades básicas de um milhão de portugueses".

As mudanças que acima lhe mostramos são, para Carla Graça, “pequenas (grandes) poupanças” e embora algumas sejam “óbvias”, existem outras que “requerem um maior, embora não muito maior, esforço pró-ativo da nossa parte”.

"Todos este pequenos (e alguns mais ambiciosos) gestos podem implicar uma poupança de água de milhares de litros ao final de um mês. Se todos o fizermos, serão milhões de milhares de litros", salienta, ainda.

Confira-os.

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