Meteorologia

  • 17 AGOSTO 2018
Tempo
22º
MIN 21º MÁX 22º

Edição

"Não gozem com os meus bombeiros", escreve comandante em carta ao Governo

Críticas devem-se ao que o responsável descreve como a inação do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas. “É triste”. É esta a expressão que predomina na carta aberta enviada ao Executivo.

"Não gozem com os meus bombeiros", escreve comandante em carta ao Governo
Notícias ao Minuto

08:05 - 24/10/17 por Goreti Pera 

País Marinha Grande

O comandante dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande escreveu uma carta aberta ao Governo, mais precisamente ao ministro da Agricultura, queixando-se por estes estarem a ser “desrespeitados enquanto operacionais”. O conteúdo da missiva foi divulgado no Facebook.

Manuel Nery da Graça começa por dizer que “entidades com rostos e nomes não cuidam nem cumprem o que está legislativamente escrito” e por pedir que “quem tem essas responsabilidades que as assuma e execute”.

Não ‘gozem’ com os meus bombeiros”, pediu, fazendo uma crítica direta ao Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas. “A tragédia nas matas nacionais era há muito tempo anunciada. É triste para mim, enquanto operacional responsável, sentir que têm de ser os mesmos homens e mulheres, que de forma gratuita combateram as chamas defendendo o que estava muito pouco limpo, a continuar gratuitamente a fazer o trabalho do ICNF. Isto quando existem pessoas a ser pagas através desse mesmo organismo, que continuam a não querer saber delas, descartando a responsabilidade nos bombeiros exaustos”, explica.

As farpas incidem ainda sobre a vigilância pós-rescaldo, “que deverá ser realizada por Sapadores Florestais (ICNF-Matas Nacionais)”. A este respeito, diz o comandante dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande que “é triste que descarreguem mais esse fardo em quem anda exausto. Não lhe compete assumi-la, têm que assegurar todos os outros serviços operacionais que um corpo de bombeiros normalmente faz e tem que recuperar energias, pois os alertas não prometem descanso”.

E, esquecia-me, é voluntário sem qualquer remuneração”, escreve também, lamentando situações em que o abate de de pinheiros se faz em fase de rescaldo e vigilância, quando deveria ser feito antes.

A revolta de Manuel Nery da Graça deve-se ainda a um sentimento de impotência propiciado por situações que descreve na missiva. “É triste ligarmos para os serviços florestais às 17h03 de sexta-feira, a solicitar-lhes o que a lei determina que façam, e a resposta da senhora que atende ser: ‘O horário de saída é às 17h00 e, além de mais, deram-nos a tarde de sexta para compensar as horas no incêndio’”, contou na carta aberta endereçada ao Ministério da Agricultura.

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo segundo ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório

Os cookies ajudam-nos a melhorar a sua experiência como utilizador.

Ao utilizar o nosso website, está a aceitar o uso de cookies e a concordar com a nossa política de utilização.