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Governo fornece verba até 13 milhões para apoiar pagamento de salários

O Governo anunciou hoje uma medida temporária, num mínimo de três meses, de apoio ao pagamento de salários de trabalhadores com emprego em risco em consequência dos incêndios, que poderá atingir os 13 milhões de euros.

Governo fornece verba até 13 milhões para apoiar pagamento de salários
Notícias ao Minuto

14:46 - 21/10/17 por Lusa

País Incêndios

Esta resolução foi anunciada pelo ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva, durante uma conferência de imprensa realizada a meio do Conselho de Ministros extraordinário destinado a tomar medidas de prevenção e combate aos fogos florestais e à reparação dos prejuízos resultantes dos incêndios de domingo e segunda-feira.

Vieira da Silva frisou que esta medida de apoio ao emprego será extensível aos casos de postos de trabalho em risco resultantes dos incêndios de junho passado em Pedrógão Grande (distrito de Leiria).

"Vai ser criada uma medida nova para apoio à tesouraria das empresas em relação ao pagamento de salários de trabalhadores que se encontrem com o seu emprego em perigo. Terá um período de três meses, eventualmente prorrogável, permitindo-se desta forma apoiar o pagamento de salários em virtude de a atividade económica da região se encontrar parcial ou totalmente paralisada", justificou o membro do Governo.

Vieira da Silva mostrou-se depois confiante de que esta decisão do executivo poderá evitar a perda de postos de trabalho.

"É uma medida que consideramos ter um grande alcance estratégico e que se explica pela excecionalidade da atual situação nos municípios atingidos. Nesta medida específica, a nossa estimativa provisória é que possa atingir os 13 milhões de euros", completou.

Tendo ao seu lado os ministros do Planeamento, Pedro Marques, e da Agricultura, Capoulas Santos, o titular das pastas do Trabalho e da Segurança Social prometeu que serão reforçados os apoios sociais às pessoas atingidas pelos fogos e às instituições das áreas atingidas pelos incêndios.

No campo laboral, Vieira da Silva apontou que o executivo socialista estima um horizonte de cinco mil postos de trabalho em risco em consequência da destruição provocada pelos incêndios.

"Vamos tomar medidas para a redução ou até mesmo para isenção das contribuições à Segurança Social e para abrir a possibilidade de as empresas poderem diferir o pagamento das suas contribuições à Segurança Social - algo que também já está previsto para as empresas turísticas do concelho de Pedrógão Grande", declarou.

Vieira da Silva anunciou ainda que, quando necessário, "haverá uma suspensão do posto de trabalho" de um cidadão "com o suporte de fundos da Segurança Social".

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