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“Este não é o tempo de demissões, é tempo de soluções”

O primeiro-ministro, António Costa, falou esta noite aos portugueses a propósito dos incêndios que deflagram desde domingo e que já tiraram a vida a, pelo menos, 38 pessoas.

“Este não é o tempo de demissões, é tempo de soluções”
Notícias ao Minuto

20:28 - 16/10/17 por Melissa Lopes com Lusa

País António Costa

A partir de São Bento, o chefe do Governo começou por destacar que estamos perante "a maior vaga [de incêndios] desde 2006" e que, também por isso, “este não é o tempo de demissões”, mas sim um tempo de “soluções”, reiterando o apoio à ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa.

Este é um momento de luto, de manifestar condolências às famílias das vítimas”, sublinhou o primeiro-ministro, demonstrando “solidariedade às populações que têm tentado proteger as suas vidas, as suas habitações, os seus bens e as empresas que lhes garantem emprego (...) Todos sentimos a sua angústia e aflição e o seu sentimento de desamparo". 

Antes de se disponibilizar para as perguntas dos jornalistas, António Costa deixou o “compromisso” de, “apagadas as chamas, a solidariedade desta hora ter continuidade no momento da reconstrução e da reparação dos danos sofridos”, garantindo que “depois deste ano, nada pode ficar como dantes”.

O governante mostrou-se também determinado em cumprir a reforma da floresta. “Temos consciência de que o país nos exige resultados em contra-relógio (…) não podemos iludir os portugueses sobre os imediata produção de resultados”, afirmou Costa, convicto de que o país vai vencer esta “batalha e exigência nacional”. Para isso, pediu um “alargado consenso político”.

"Esperamos que as conclusões da Comissão Técnica Independente sejam terreno fértil para um consenso alargado em torno das medidas a tomar", afirmou Costa, avisando que o país não compreenderia que, depois de ter havido consenso em torno da criação da Comissão Técnica Independente, as conclusões desta entidade "caíssem em saco roto" por ausência de consenso político. 

A promessa às famílias das vítimas

Questionado pelos jornalistas sobre o regime extrajudicial de compensação das vítimas de incêndios florestais, António Costa não detalhou a solução, alegando que receberá na quarta-feira, em São Bento, Lisboa, a Associação dos Familiares das Vítimas de Pedrógão Grande e que quer ouvir as suas propostas.

"Quero ouvi-los sobre as propostas que têm para apresentar sobre o nosso sistema de prevenção e combate aos incêndios florestais, sobre a reforma da floresta e também no que respeita à existência de um mecanismo ágil no sentido de que o Estado assuma as responsabilidades que deva assumir. Não vou antecipar agora à conversa que terei no momento próprio com a comissão dos familiares das vítimas", disse o primeiro-ministro, em resposta a questões colocadas pelos jornalistas no final de uma declaração ao país.

Aos jornalistas, o primeiro-ministro sublinhou a ideia segundo a qual o Estado deve ser "uma pessoa de bem e as responsabilidades que forem apuradas têm de ser honradas pelo Estado".

Depois, remeteu parte da questão das indemnizações aos familiares das vítimas para a Assembleia da República, dizendo que se encontra já para votação final global um diploma para criar um mecanismo extrajudicial de indemnização, reparação e apoio às populações afetadas pela tragédia de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria.

"Tem a possibilidade concedida ao Governo de alargar a aplicação desse mecanismo a vítimas de incêndios em outras zonas, além dos onze concelhos" inicialmente abrangidos pelo diploma, acrescentou.

Em relação às vítimas dos incêndios que deflagraram este fim de semana, o primeiro-ministro, logo nas suas palavras iniciais, sublinhou que "este é um momento de luto, de manifestar às famílias das vítimas as condolências e de prestar solidariedade às populações que desde domingo têm tentado proteger as suas vidas, salvar as suas habitações, os seus bens e as empresas que lhes garantem emprego".

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