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Quercus quer "atuação rápida" nas mortes de aves e peixes na Moita

A Quercus exigiu hoje uma "atuação rápida e urgente" por parte do Ministério do Ambiente face ao aparecimento de várias aves e peixes mortos no Rio da Moita e na Caldeira da Moita, no distrito de Setúbal.

Quercus quer "atuação rápida" nas mortes de aves e peixes na Moita
Notícias ao Minuto

17:51 - 16/07/17 por Lusa

País Setúbal

A Quercus pretende "uma atuação rápida e urgente" por parte das entidades, nomeadamente o Ministério do Ambiente - através da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e da Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT) - e o Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA), da GNR, afirmou hoje a organização ambientalista em comunicado.

Segundo a Quercus, devem ser realizadas "análises à água dos locais afetados" e deve-se proceder à "deteção de potenciais fontes de poluição".

"Do mesmo modo, deve ser analisado o nível de toxicidade presente nos animais já mortos e identificados os poluentes", refere o comunicado, assinado pela direção nacional da Quercus.

Em 12 de julho, a Câmara Municipal da Moita anunciou que estava a investigar o surgimento de vários animais mortos, em especial patos, na confluência do Rio da Moita com a Caldeira da Moita, junto ao Largo da Feira.

Na altura, a autarquia referiu que surgiram "muitos exemplares de aves mortas", informando que já tinha contactado o SEPNA, a Divisão de Alimentação Veterinária de Setúbal e a Direção de Serviços de Alimentação e Veterinária da Região de Lisboa e Vale do Tejo, tendo também efetuado várias análises com o Laboratório Pró Qualidade (LPQ) para investigar as causas.

"A morte repentina de tão elevado número de animais e a diversidade de espécies afetadas (sendo que os relatos mais recentes identificam patos, pombos e peixes) leva a pressupor que não se trata de uma qualquer doença súbita, mas sim consequência de uma qualquer descarga ilegal de elevada carga poluente, ou técnicas inadequadas e proibidas de controlo de espécies", conclui a Quercus.

Para a associação ambientalista, é "inadmissível que este tipo de incidentes ocorra sem que haja uma explicação cabal e totalmente esclarecedora das suas causas e origens".

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