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"Não queremos que as pessoas esqueçam junho de 2017. É preciso esperança"

O diretor-geral da Saúde, Francisco George, disse hoje que os médicos, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais estão a ajudar as pessoas a "construir a esperança" nos concelhos atingidos há duas semanas pelos incêndios.

"Não queremos que as pessoas esqueçam junho de 2017. É preciso esperança"

"Não queremos que as pessoas esqueçam junho de 2017. É preciso mobilizar energias para construir a esperança" em Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e demais concelhos devastados pelos fogos que deflagraram no dia 17 e que provocaram 64 mortos, adiantou Francisco George.

Falando aos jornalistas, nos Paços do Concelho de Pedrógão, no final de reunião com autarcas, profissionais de saúde e outros responsáveis, o diretor-geral da Saúde realçou o trabalho dos psicólogos e psiquiatras, entre outros, no apoio às populações nas últimas duas semanas.

Também no dia 17, durante a tragédia, a resposta do Centro de Saúde de Pedrógão Grande, distrito de Leiria, "foi magnífica", sublinhou.

Na reunião, participaram o presidente da Administração Regional de Saúde do Centro, José Tereso, e a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Ana Abrunhosa, além do presidente da Câmara Municipal, Valdemar Alves, entre outros.

"Foi uma muito importante reunião de coordenação, no sentido de evitar duplicações" nesta área, afirmou Francisco George, ao recordar que uma unidade móvel de saúde "tem percorrido todas as aldeias" dos três municípios mais atingidos pela catástrofe, de que resultaram pelo menos 64 mortos e mais de 200 feridos.

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