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Arquivado inquérito à morte de homem que assaltou moradia em Vilamoura

O Ministério Público (MP) arquivou o inquérito que investigava a morte de um homem ocorrida em setembro de 2015, durante um assalto a uma moradia em Vilamoura, no concelho de Loulé, no Algarve, anunciou hoje a Procuradoria de Faro.

Arquivado inquérito à morte de homem que assaltou moradia em Vilamoura
Notícias ao Minuto

16:19 - 19/06/17 por Lusa

País Ministério Público

O MP considerou que os elementos recolhidos durante a investigação "concluem que a morte foi causada através de asfixia, por dois moradores da casa, pai e filho, de nacionalidade britânica, mas que ambos atuaram em legítima defesa", lê-se numa nota publicada no sítio da internet da Procuradoria da Comarca de Faro.

O MP concluiu também que, "ainda que tenha havido excesso de meios, ele resultou de perturbação ou medo, não censuráveis".

Segundo a Procuradoria, a assistente no processo requereu a abertura de instrução, pelo que o mesmo será apresentado ao juíz de instrução do Tribunal de Loulé.

De acordo com a Procuradoria, os indícios recolhidos apontam para que o indivíduo tenha entrado de madrugada numa moradia, situada em Vilamoura, no Algarve, "com o propósito de a assaltar" e onde estavam a dormir três pessoas, um casal e o filho, "que acordaram com o barulho".

"Quando foi surpreendido, primeiro pela dona da casa e depois pelo pai e pelo filho, que acorreram aos gritos daquela, o indivíduo, agrediu-os e não parou de o tentar fazer mesmo depois de agarrado por ambos. Pai e filho imobilizaram-no e prenderem-no pelo pescoço até à chegada da Guarda Nacional Republicana (GNR), que entretanto haviam chamado", indicou a Procuradoria.

A investigação foi realizada pelo Departamento de Investigação Criminal do Sul da Polícia Judiciária.

O caso ocorreu em setembro de 2015, quando o casal britânico, com cerca de 50 anos, e o seu filho, de 20 anos, surpreendeu o homem no interior da vivenda, conseguindo imobilizá-lo através de um braço colocado à volta do pescoço, em forma de garrote, até à chegada da GNR.

Na ocasião, a GNR indicou que o homem estava vivo quando os militares chegaram à moradia, mas quando se preparavam para lhe colocar as algemas, este desfaleceu, acabando por morrer.

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