Marcelo destaca mérito dos investigadores que ficaram em Portugal

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, destacou hoje o mérito dos investigadores científicos portugueses que preferiram ficar em Portugal e considerou que se está a operar "uma revolução silenciosa" neste domínio no país.

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País Presidente

Na cerimónia de entrega do prémio Bial de 2016, Marcelo Rebelo de Sousa salientou que todos os premiados estão ligados a instituições científicas e médicas nacionais, o que demonstra a "consolidação do sistema científico português" e "o progresso nos serviços de saúde no país".

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"Tenho falado muitas vezes de uma revolução silenciosa. Todos nós nos preocupamos, e bem, com a realidade económico-financeira do nosso país e nem sempre nos damos conta do que vai havendo no domínio do conhecimento de revolução silenciosa", afirmou.

O chefe de Estado defendeu que esta revolução é mérito de instituições como a Bial, que estimulam a investigação, mas fez questão de salientar "o grande mérito de um número crescente de investigadores mais jovens e menos jovens que preferiram ficar em Portugal a investigar, quando teriam podido prosseguir carreiras de sucesso no estrangeiro".

"Essa revolução silenciosa, que vem de há décadas, vai produzindo os seus frutos, estes prémios são o reconhecimento dessa mudança na sociedade portuguesa", frisou.

Marcelo Rebelo de Sousa declarou-se "feliz e honrado" por Portugal ter "investigadores que são tão bons ou melhores" que os seus congéneres internacionais e voltou a exaltar "um grande país".

"Dir-se-á que com isso ajudo a criar algumas ilusões e ajudo algumas instituições políticas ou cívicas. Não importa, o saldo em termos de motivação, de estímulo, de incentivo e de gratidão relativamente à comunidade nacional, é muito mais importante do que o conjunturalismo dos executivos que passam, das personalidades que sucedem", defendeu.

"Fica Portugal e para que Portugal fique é essencial a ciência, nomeadamente no domínio da saúde", acrescentou.

O Presidente da República salientou que a Bial distingue quer investigação científica pura quer mais aplicada, cobrindo este ano domínios tão diversos como as doenças reumáticas, o pé diabético, a imunoterapia do cancro e a osteoporose.

"Imaginem como isso é sedutor para um hipocondríaco como o atual Presidente da República, que tem de vez em quando a fama de ser mais doente que é e está patente que não é", afirmou, provocando risos na assistência.

O chefe de Estado aproveitou a ocasião para lembrar o neurocirurgião e investigador João Lobo Antunes, já falecido, classificando-o como uma personalidade "insubstituível" e agradecer à Teresa Vaz, uma freira que se deslocou de Cuba - onde apoia crianças e jovens no domínio da educação e saúde - para assistir à entrega de um prémio a uma familiar.

"Os portugueses em todas as latitudes e longitudes são os melhores do mundo", afirmou o Presidente.

Um estudo sobre as doenças reumáticas foi este ano o vencedor do Grande Prémio Bial de Medicina, de 200 mil euros, enquanto um trabalho na área da diabetes recebeu o prémio de medicina clínica.

Jaime Cunha Branco, diretor do serviço de Reumatologia do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental e que liderou a equipa premiada com o Grande Prémio Bial, pelo projeto "EpiReumaPt - Estudo Epidemiológico das Doenças Reumáticas em Portugal", salientou a dificuldade de obter financiamento público para a investigação e manifestou a esperança de que futura legislação melhore esta situação.

Ao todo a Fundação Bial atribuiu 320 mil euros por quatro vencedores, 100 mil para o trabalho sobre o pé diabético e dois prémios de 10 mil euros para projetos sobre cancro e osteoporose.

O Prémio Bial é atribuído bianualmente e é considerado um dos maiores na área da saúde na Europa, distinguindo a investigação básica e clínica em medicina.

Criado em 1984, o prémio recebeu 655 obras candidatas de 1.591 médicos e investigadores de 20 países. A Fundação BIAL distinguiu já 266 autores responsáveis pelas 99 obras premiadas. No total, já foram editadas 37 obras, distribuídas gratuitamente pela comunidade médica, num total de mais de 312 mil exemplares, segundo os números da Fundação.

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