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Antes de todos, "África percebeu que Guterres era um símbolo de diálogo"

O Presidente da República salientou hoje o apoio dos países africanos à candidatura de António Guterres a secretário-geral da ONU, considerando que perceberam, antes de todos, que era um símbolo do diálogo que a língua portuguesa representa.

Antes de todos, "África percebeu que Guterres era um símbolo de diálogo"

Marcelo Rebelo de Sousa falava no início da sua visita de Estado ao Senegal - país que apoiou a candidatura de Guterres como membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) -, numa cerimónia na Universidade Cheikh Anta Diop (UCAD), em Dacar, em que recebeu um doutoramento honoris causa.

Num discurso em francês, perante muitos estudantes de português, o chefe de Estado falou da relação de Portugal com África e da língua portuguesa, espalhada pelo mundo, defendendo que "é muito mais do que uma língua: é uma maneira de viver a vida, de a viver com diálogo, abertura".

Em seguida, questionou: "Por que é que o secretário-geral das Nações Unidas é um português, o senhor António Guterres? Porquê? É um símbolo dessa abertura, dessa compreensão".

"E quem apoiou a sua candidatura desde o primeiro momento? África, os Estados-membros das Nações Unidas que pertencem ao continente africano. Antes das superpotências, antes do resto do mundo", salientou, em seguida.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, os países africanos "compreenderam que estava ali um símbolo de diálogo, de abertura, de compreensão, de solidariedade - que é, obviamente, resultado do seu talento pessoal, mas de uma forma muito especial que os portugueses têm de viver a vida".

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