Vila Real sensibiliza para incêndios e usa igrejas para chegar às pessoas

A Câmara de Vila Real está a desenvolver uma campanha de sensibilização para alertar a população contra os incêndios e reduzir o número de ocorrências, uma iniciativa que conta com a ajuda dos párocos, bombeiros e GNR.

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A campanha passa por algumas escolas do concelho e pelas igrejas onde, no final das missas dominicais, é distribuído material informativo sobre os cuidados a ter no uso do fogo, a realização de queimas e queimadas, e a limpeza de combustíveis à volta de habitações.

O vereador da Proteção Civil, Carlos Silva, disse hoje à agência Lusa que o objetivo é sensibilizar as comunidades das zonas do concelho mais afetadas pelo "flagelo dos incêndios", "reduzir o número de ignições" devido à ação do homem e, desta forma, conseguir "aumentar a eficácia da intervenção" dos meios de combate aos fogos.

"Se conseguirmos resolver este problema da negligência ficaremos já com um volume mais reduzido de ocorrências, as que têm a ver com situações dolosas e que, infelizmente, sempre vão ocorrendo", salientou.

Esta iniciativa do município envolve as juntas de freguesia, os párocos, os sapadores florestais, as duas corporações de bombeiros do concelho: a Cruz Branca e a Cruz Verde, e a GNR, através do Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA).

"Os párocos percebem a importância desta informação para o bem-estar das populações e a necessidade de evitar situações negligentes que possam vir a colocar em causa a sua segurança", frisou o vereador.

Como a ideia é atingir o maior número possível de pessoas, Carlos Silva explicou que se escolheu o momento em que as comunidades rurais se juntam, nomeadamente as missas dominicais.

As próximas iniciativas realizam-se a 02 de abril, na igreja da Campeã, e a 09 de abril, em Folhadela. Até 15 de maio, serão também visitadas mais sete escolas, entre jardins-de-infância e do primeiro ciclo do ensino básico.

A campanha, que antecede o período crítico de incêndios, está a passar pelas freguesias mais a Norte do concelho, como Mouçós e Lamares, Vilarinho da Samardã e Adoufe, Campeã, Borbela e Folhadela, onde, nos últimos anos se têm verificado mais incêndios e área ardida.

"Estamos a procurar focalizar onde o problema existe", sublinhou.

Carlos Silva salientou a necessidade de "se insistir na informação", "nos cuidados a ter com a gestão do espaço florestal" e lembrou que grande parte dos fogos é provocada pela ação do homem, de forma negligente ou intencional.

Desde o início do ano contabilizam-se 47 incêndios no concelho de Vila Real, que queimaram 457 hectares.

No distrito de Vila Real, foram registadas cerca de 430 ocorrências este ano.

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