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Alunos obrigados a pagar kit de praxe. Associação académica revoltada

Estudantes e associação académica de Aveiro revoltados com comissões de praxe, que solicitaram aos caloiros o pagamento "obrigatório" de um kit como objetivo de financiar um encontro anual de comissões de praxe.

Alunos obrigados a pagar kit de praxe. Associação académica revoltada
Notícias ao Minuto

08:40 - 16/03/17 por Goreti Pera

País Aveiro

Vários alunos de primeiro ano da Universidade de Aveiro foram obrigados a pagar um ‘kit de praxe’ com o preço de 1,5 euros, cujo valor revertia para o financiamento de um encontro nacional de comissões de praxe.

A denúncia foi feira por estudantes desagradados com a praxe e levou a Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv) a reagir, deixando claro, num comunicado emitido esta quarta-feira, que “é permanentemente contra a cobrança obrigatória de dinheiros em atos de praxe”.

“Faz precisamente este mês dois anos que os responsáveis pela praxe da academia assinaram um memorando de entendimento onde se comprometeram à não realização de peditórios, taxas, venda de bens ou contribuições monetárias em qualquer atividade praxista no seio da universidade”, lê-se na nota publicada na página da AAUAv no Facebook.

O pedido para que o pagamento de 1,5 euros fosse feito foi requerido não só em contexto de praxe como por email, no qual era explicado que o “levantamento [do kit comemorativo] é de cariz obrigatório”.

A venda dos kits foi implementada com o objetivo de cobrir os custos associados ao encontro nacional de comissões de praxe - que se realiza no próximo fim de semana em Aveiro – depois de a Associação Académica da Universidade de Aveiro se recusar a financiar a atividade.

“A Direção da AAUAv mostrou-se completamente indisponível para financiar qualquer tipo de iniciativa deste género e relembra o relatório recentemente apresentado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior que solicita que o Governo ‘impeça o financiamento público de atividades de praxe académica, nomeadamente através do financiamento indireto que é atribuído às estruturas informais e não legitimadas de praxe por via de associações académicas e de estudantes’. Como consequência da indisponibilidade da Direção da AAUAv para financiar esta iniciativa, os responsáveis da praxe decidiram obrigar os novos alunos a pagar as despesas da iniciativa. A Direção da AAUAv opõe-se fortemente a este tipo de posicionamento;”, justifica a AAUAv em comunicado.

Na mesma nota, a associação académica salvaguarda que “foi contactada por diversas Comissões de Faina [de praxe] de diferentes cursos da Universidade de Aveiro que se afirmam também completamente contra a cobrança de dinheiros imposta única e exclusivamente pelos altos responsáveis da praxe da academia”.

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