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Centro Hospitalar do Médio Tejo inverte "tendência de aumento de custos"

O défice acumulado do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) chegou em 2012 aos 168 milhões de euros, tendo o conselho de administração anunciado, contudo, uma “inversão da tendência contínua e crescente do aumento anual de custos”.

Centro Hospitalar do Médio Tejo inverte "tendência de aumento de custos"

Segundo dados da administração, relativos ao balanço do plano de reestruturação iniciado em janeiro de 2012, a unidade hospitalar, que engloba as unidades de Abrantes, Tomar e Torres Novas, registou um resultado líquido negativo de 17,5 milhões de euros em 2012, contra os -30,4 milhões declarados em 2011.

Com um total de proveitos em 2012 de 66,9 milhões de euros e um total de custos de 84,4 milhões, o resultado líquido implica uma redução no défice anual na ordem dos 42 pontos percentuais, comparando com o ano anterior.

Os resultados acumulados negativos apontam para uma subida dos 150,6 milhões de euros registados em 2011 para os 168,1 milhões no final de 2012, 42,2 milhões dos quais respeitantes a dívidas a fornecedores externos.

Os resultados obtidos vão ao encontro das expectativas do conselho de administração, que destacou que o centro hospitalar, em falência técnica desde 2010, "conseguiu inverter a tendência contínua e crescente" do défice anual.

"É bom, estamos satisfeitos, mas ainda assim não é suficiente para a sustentabilidade económica", disse o presidente do conselho, Joaquim Esperancinha, numa conferência de imprensa em Torres Novas.

"Não é suficiente, mas são os resultados do primeiro ano de trabalho de gestão no CHMT e indicam-nos que estamos no caminho certo", afirmou o gestor, que aponta o ano 2015 para "défice zero ou a chegada a um ponto de equilíbrio financeiro".

Joaquim Esperancinha assegurou que o primeiro ano da reorganização do centro hospitalar "cumpriu os objetivos de melhoria da prestação de cuidados de saúde e de contribuir para a sustentabilidade económico-financeira" do CHMT, num plano assente na complementaridade entre unidades, na eliminação de sobreposições, no aproveitamento de sinergias e na otimização da capacidade instalada.

O gestor admitiu que 2012 foi "o grande ano da reorganização, quase terminada", garantindo que "não haverá retrocesso no plano em curso nem intenção de encerrar alguma das unidades" hospitalares.

"A reorganização está a dar os seus frutos e, como se comprova, com muito menos foi possível fazer muito mais", disse Joaquim Esperancinha, apontando a realização de "mais consultas, mais altas e mais cirurgias e com os profissionais a interiorizarem esta reorganização".

O responsável avançou ainda com os dados relativos aos primeiros quatro meses de 2013 e que apontam para proveitos na ordem dos 22,1%, um total de custos de 29,7% e um resultado líquido com uma variação positiva perto dos 30 pontos percentuais.

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