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Pais querem cruzamento de dados de funcionários escolares com registo criminal

As associações de pais defende que o Ministério da Educação trabalhe em parceria com o Ministério da Justiça, para perceber se existem mais funcionários nas escolas que tenham sido acusados de pedofilia.

Pais querem cruzamento de dados de funcionários escolares com registo criminal

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Federação Regional de Lisboa das Associações de Pais (Ferlap), Isidoro Roque, defendeu que “era de todo conveniente que estivesse a decorrer um trabalho conjunto entre os dois ministérios, para garantir que não existem outras situações como a agora conhecida”.

Isidoro Roque referia-se ao professor, condenado em 2006 a três anos de pena suspensa por crimes de pedofilia, cometidos com um rapaz de 13 anos, eleito no início do mês para director de um agrupamento de 14 escolas com 2800 alunos, entre os três e os 18 anos.

O caso, denunciado no sábado pelo jornal Expresso, levou o Ministério da Educação e Ciência (MEC) a reconhecer que a escolha do professor foi feita sem ser conhecido o seu registo criminal.

Na segunda-feira de manhã, o ministro Nuno Crato anunciou que seriam tomadas medidas "rapidamente" e, ao final do dia, quatro dos cinco elementos da direcção do agrupamento puseram o seu lugar à disposição: "Soubemos que quatro elementos se tinham demitido, faltando o presidente. Hoje, dizem, que o presidente também se terá demitido", contou à Lusa a presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Secundária Braamcamp Freire, Ângela Quintanilha.

A Agência Lusa contactou a escola, mas ninguém se mostrou disponível para prestar declarações. Da parte do Ministério da Educação, a agência Lusa aguarda resposta.

Isidoro Roque sublinha que os pais querem ter a confirmação oficial de que a pessoa condenada em 2006 é o presidente do tal agrupamento de escolas de Odivelas e, caso se confirme, exigem que o professor não volte a dar aulas: “Desta vez soubemos do caso, mas podíamos não ter sabido. Além disso, queremos saber se este é ou não um caso único”.

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