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Precários do Centro Hospitalar do Oeste devem integrados nos quadros

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde disse hoje, na Lourinhã, que até ao final do primeiro trimestre os auxiliares em situação de precariedade no Centro Hospitalar do Oeste (CHO) deverão ser integrados no quadro da instituição.

Precários do Centro Hospitalar do Oeste devem integrados nos quadros
Notícias ao Minuto

20:26 - 20/01/17 por Lusa

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"O projeto de passagem do CHO a Entidade Pública Empresarial, indispensável para resolver a integração desses precários, já está pronto, está a ser analisado pelas Finanças e a expetativa é que durante este primeiro trimestre do ano possamos passar o CHO a EPE e com isso facilitar a contratação dos recursos humanos que têm vínculos precários", afirmou Fernando Araújo aos jornalistas, à margem da inauguração de uma Unidade de Saúde Familiar, na Lourinhã.

O secretário de Estado Adjunto da Saúde admitiu que a situação de precariedade de 180 trabalhadores, a maior parte dos quais são auxiliares, "preocupa" o Ministério da Saúde, que "quer resolver" o problema.

Os 180 funcionários, que estiveram em greve entre 25 e 27 de outubro a exigir melhores condições de trabalho e igualdade de direitos, prestam serviço nos hospitais de Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, alguns há quase duas décadas, mas estão contratados através da empresa Lowmargin, ao abrigo de um contrato de prestação de serviços com o CHO.

O CHO gastou em 2015 mais de 10,1 milhões de euros na subcontratação de trabalhadores, reconheceu o Ministério da Saúde numa resposta ao Bloco de Esquerda.

Segundo o Bloco de Esquerda, a integração daqueles trabalhadores no quadro pouparia ao CHO entre um milhão a três milhões de euros por ano.

Os custos com a subcontratação aumentaram de 7,4 milhões de euros em 2014 para 10,2 milhões em 2015.

O CHO integra os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche e serve os concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça (freguesias de Alfeizerão, Benedita e São Martinho do Porto) e de Mafra (com exceção das freguesias de Malveira, Milharado, Santo Estevão das Galés e Venda do Pinheiro), num total de mais de 292 mil pessoas.

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