Moradores pedem ação da Câmara contra droga no miradouro de Sta. Catarina

Um munícipe de Lisboa, em representação de outros moradores, solicitou hoje a intervenção da Câmara Municipal no miradouro do Adamastor, na zona de Santa Catarina, por ali haver consumo de álcool e droga que provoca insegurança e ruído.

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País Lisboa

"Há um conjunto de munícipes preocupados com isto e que gostariam de ver alguma coisa a ser feita, porque a situação está a ficar pior de mês para mês e não é só à sexta-feira e ao sábado, é todos os dias, a todas as horas", disse João Valadas Coriel, que falava no período de intervenção do público na reunião pública desta tarde.

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Segundo este munícipe, que também tem interesse na situação por ser sócio de um hotel que vai abrir junto ao miradouro do Adamastor, criou-se ali um "Casal Ventoso a céu aberto numa zona residencial".

O Casal Ventoso era um bairro na freguesia do Santo Contestável, agora integrada na de Campo de Ourique, que foi demolido (e os moradores realojados) após um grave problema de tráfico de droga.

Intervindo na reunião, João Valadas Coriel relatou o "total descalabro" da zona do miradouro do Adamastor, referindo que no quiosque ali existente é vendida cerveja a litro, o que gera "centenas de pessoas a urinar nas ruas de Santa Catarina e Marechal Saldanha, além de algazarra até às tantas".

"Gostaria que a Câmara ponderasse reduzir temporariamente o funcionamento do quiosque para as 22:00", quando pode funcionar até à meia-noite, afirmou.

João Valadas Coriel apontou também a falta de policiamento no local, referindo que "a situação está fora do controlo" e que são frequentes as chamadas de moradores.

Por isso, solicitou que a Polícia Municipal e a Polícia de Segurança Pública "façam o seu trabalho".

"Não há negócio que ali sobreviva e o direito ao descanso dos moradores não é respeitado", concluiu João Valadas Coriel.

Em resposta, o vereador da Segurança, Carlos Manuel Castro, indicou que a situação, "que não é dramática, mas é complicada", está identificada pelo município, pela Junta de Freguesia da Misericórdia e pelas entidades policiais.

"A preocupação maior é atacar o problema do tráfico de droga naquele local", disse o autarca, classificando este como "um fenómeno complicado".

Segundo este responsável, a autarquia teve conhecimento de "situações complicadas", em que idosos foram abordados para comprar droga.

"Já tivemos intervenções mais musculadas e, provavelmente, teremos necessidade de uma outra", acrescentou Carlos Manuel Castro.

Relativamente à limpeza, o vereador deu conta de que, até final do primeiro trimestre do próximo ano, será colocado local um contentor enterrado, com maior dimensão face aos habituais.

Carlos Manuel Castro assinalou também que "os serviços municipais já falaram com a proprietária do quiosque para alguns cuidados a ter".

Já quanto à redução do horário de funcionamento do estabelecimento, respondeu: "podemos ponderar".

 

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