Portugal e Espanha "devem caminhar em conjunto" no "projeto europeu"

O presidente da Câmara de Lisboa defendeu hoje que Portugal e Espanha podem e devem "caminhar em conjunto na reconstrução do projeto europeu através de uma agenda reformista", reconhecendo o rei Filipe VI como "um referencial de estabilidade política".

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País Fernando Medina

Os reis de Espanha chegaram esta tarde a Lisboa no âmbito da visita de Estado de três dias que estão a realizar a Portugal, tendo a sessão de boas-vindas nos Paços do Concelho marcado o primeiro momento na capital, cerimónia na qual o presidente da autarquia, Fernando Medina, considerou que a história e os laços de afeto que unem Portugal e Espanha "só ganham um verdadeiro sentido se estiverem colocados ao serviço da construção conjunta do futuro".

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"Podemos e devemos caminhar em conjunto na reconstrução do projeto europeu através de uma agenda reformista que responda às consequências da crise financeira, às assimetrias geradas pela moeda única, ao imperativo civilizacional de salvar os refugiados", defendeu Fernando Medina.

Para o presidente da Câmara de Lisboa, os dois países ibéricos "têm um papel central" no debate "entre a abertura e o fechamento, entre a tolerância e o ostracismo, entre o cosmopolitismo e o provincianismo".

Fernando Medina deixou "uma palavra particular de reconhecimento" pelo "referencial de estabilidade política e promotor da imagem de Espanha" que tem sido o rei Filipe VI.

Na opinião do socialista, "as forças de desintegração, de reforço dos nacionalismos, de alargamento das assimetrias norte-sul e de redução da solidariedade são contrárias aos interesses nacionais de ambos os países".

"Porque somos sociedades abertas e tolerantes e porque, melhor do que outros, entendemos o valor da abertura, de tolerância e do cosmopolitismo. Na história fomos grandes quando nos abrimos e caímos quando nos fechamos".

No discurso que antecedeu a entrega das chaves da cidade de Lisboa aos reis de Espanha, o autarca socialista considerou que "há um amplo caminho" que Portugal e Espanha "podem percorrer em conjunto nas relações bilaterais", a bem de ambos os povos, sendo as cidades "atores principais destas dinâmicas de cooperação".

"Quero destacar aqui que Lisboa vai voltar a acolher a ARCO, dando mais um passo para a criação aqui da 'segunda casa' da principal feira de arte contemporânea da Europa", recordou.

Medina realçou ainda que Lisboa será, em 2017, Capital Ibero-Americana da Cultura e "um projeto de especial simbolismo para os dois países" que é a constituição da Rede Mundial das Cidades Magalhãnicas que visa comemorar o quinto centenário da primeira viagem circum-navegação de Fernão de Magalhães.

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