Cinco instruendos podem vir a ser investigados por omissão de doenças

Para já, trata-se de um assunto "sem grande importância" para o Exército que só investigará o caso, "se assim entender".

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País Exército

Foram diagnosticadas patologias consideradas graves no Hospital das Forças Armadas (HFAR) a cinco instruendos dos Comandos que os levaram a ser excluídos do curso. 

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No total, foram excluídos do curso 127ª dos Comandos 14 militares por razões médicas. Acontece que, disse ao Notícias ao Minuto o tenente-coronel Vicente Pereira, estes cinco militares podem vir a incorrer em processos disciplinares, se se comprovar que omitiram estas doenças aquando da admissão nos Comandos.

No entanto, este não é um assunto de "grande importância", frisou Vicente Pereira, acentuando que não há qualquer ação em curso no sentido de apurar o quer que seja.

"Esses militares queixaram-se de dores durante o curso, foram ao médico e foram excluídos do curso", detalhou, dando conta que, na "bateria de exames" feitos pelo Hospital das Forças Armadas para admissão nos Comandos, não são feitas ressonâncias magnéticas, através das quais é possível detetar tumores, por exemplo.

Em causa estão, tal como noticiou a rádio Renascença, doenças como a síndrome de Gibert (uma doença hepática), uma doença cardíaca e epilepsia, um tumor ósseo na bacia e duas hérnias. Há ainda outro militar a quem foi diagnosticado dismetris (uma diferença de tamanho dos membros inferiores).

Para o tenente-coronel, este assunto é uma "não notícia", no sentido em que estas podiam ser patologias que se fizeram sobressair ao longo do curso - dado o nível de esforço físico e situação limite que o treino envolve - ou que o médico poderá ter considerado não constituírem impedimento à realização de esforço físico.

Verificou-se que estes militares "não tinham a bitola mínima para ser Comandos", mas continuam a ser militares e a "servir Portugal no Exército", destacou o porta-voz, lembrando que o importante agora é clarificar a "morte dos dois camaradas" no verão passado.

Os cinco militares em causa poderão incorrer num processo disciplinar, "se o Exército entender investigar" e se se verificar que tinham informação das suas doenças e da sua gravidade e que, mesmo assim, assinaram a declaração onde assumindo não ter essas patologias.

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