Autarca de Vila Real "muito feliz" com reconhecimento da olaria negra

O presidente da Câmara de Vila Real mostrou-se "muito feliz" com o reconhecimento da olaria negra de Bisalhães pela Unesco, decidido hoje na Etiópia, considerando que significa "mais responsabilidade" na salvaguarda desta arte ancestral.

© Global Imagens
País UNESCO

Presente na reunião do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, que decorre em Adis Abeba, Rui Santos mostrou-se "muito feliz com esta distinção de uma parte importante da cultura vila-realense".

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"Com este reconhecimento internacional ganhamos uma responsabilidade enquanto município ainda maior. Sabemos que o plano de salvaguarda que idealizamos está tecnicamente perfeito e temos 370 mil euros disponíveis para o implementar até 2020", afirmou o autarca, em comunicado enviado à imprensa.

A inscrição na lista do Património Cultural Imaterial que necessita de salvaguarda urgente da Unesco possibilitará, segundo o presidente, fazer "candidaturas a financiamento comunitário para levar ainda mais longe a missão de salvar o barro preto de Bisalhães."

"Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para que a candidatura do processo de fabrico do barro preto de Bisalhães fosse imaculada. Envolvemos os serviços de cultura municipais e todo um conjunto de especialistas que nos ajudaram", frisou.

O autarca frisou ainda que, desde que o seu executivo assumiu funções, que procurou "projetar nacional e internacionalmente" a olaria de Bisalhães.

"Quando tive a oportunidade de ser recebido pelo Papa Francisco levei-lhe uma peça típica de Bisalhães como presente. Também nas corridas automóveis, no Campeonato do Mundo de Carro de Turismo (WTCC), entregamos aos vencedores um troféu de 'design' moderno que é de barro preto", referiu.

Rui Santos disse ainda que, após a Unesco ter classificado o Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial há 15 anos, volta agora a debruçar-se sobre "esta região e a reconhecer a riqueza desta parte do Mundo e a sua importância para a Humanidade".

 

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