Nesta aldeia de Vila Real mal se dorme por causa do duplo homicida

As autoridades continuam à procura de Pedro João Dias, o homem que é suspeito de ter assassinado duas pessoas e ferido outras duas a tiro.

© Global Imagens
País Segurança

Pedro João Dias continua a monte. As últimas notícias davam conta da presença do suspeito na aldeia de Carro Queimado, em Vila Real, onde foi encontrada a viatura por si roubada no domingo em Moldes, no concelho de Arouca.

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Na viatura estavam as calças ensanguentadas do suspeito, o que leva a Polícia Judiciária a acreditar que Pedro Dias está ferido, o que lhe dificultará continuar com a fuga que já dura há oito dias.

No terreno estão centenas de elementos de segurança que têm passado Carro Queimado a pente fino, o que tem deixado os moradores inquietos e com medo.

Uma residente na aldeia de Vila Real disse à SIC Notícias que “desde domingo” não consegue dormir.

“Os caminhos das matas vêm todos ter a minha casa e eu tenho medo”, disse a mulher, revelando que não saiu de casa durante a tarde de terça-feira, quando a aldeia esteve repleta de militares da GNR e de inspetores da Polícia Judiciária em busca do suspeito.

Hoje os meios foram desmobilizados. Não se vê ninguém em Carro Queimado, nem forças de segurança, nem aldeões, mas tal não significa que a GNR e a PJ não estejam nas imediações.

“Isto mudou completamente a nossa vida. Não se encontra ninguém na rua. Antes eu ia ao café ou ia buscar o pão e deixava a porta encostada, só com o trinco. Agora não”, acrescentou a moradora.

As motivações de Pedro Dias de 44 anos continuam a ser uma incógnita para todos. Por que matou duas pessoas e feriu outras duas em Aguiar da Beira e mais duas pessoas em Moldes (Arouca), ninguém sabe ainda.

Porém, na edição desta quarta-feira, o Jornal de Notícias avança com aquela que é a explicação mais plausível, pelo menos para quem o conhece.

Acontece que o suspeito havia conseguido a guarda da filha há cerca de duas semanas. Entretanto, foi apanhado pela GNR a furtar cobre e, com medo de que a filha soubesse que havia cometido, pelo menos, um crime, Pedro Dias terá optado por assassinar os dois militares da GNR para encobrir o rasto. Sem testemunhas jamais iriam chegar à sua pessoa e, consequentemente, nem a filha nem o Tribunal de Menores iriam saber das suas atividades ilícitas. A guarda da filha estava garantida. Mas um dos militares sobreviveu, Pedro Dias baleou um casal – matando o homem – e já todas as pessoas sabem quem é.

Agora, só o tempo dirá se o suspeito será encontrado, se se entregará, ou se conseguirá escapar.

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