Associação defende crianças e promove concentração frente à Assembleia

A Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Direitos dos Filhos (APIPDF) promove hoje uma concentração em frente ao Parlamento, onde vai entregar várias propostas de alteração legislativa em defesa dos direitos da criança.

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País APIPDF

No total são nove propostas que a associação pretende entregar na Comissão de Direitos, Liberdades e Garantias da Assembleia da Republica e que visam "defender os direitos das crianças que continuam a ser violentados pela inércia do sistema judicial em as proteger dos conflitos parentais", refere a associação em comunicado.

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As várias propostas na área do Direito de Família e das Crianças, que contam com a colaboração do juiz de direito Joaquim Manuel Silva, entre outros juristas, pretendem proteger as crianças das situações de conflitos parentais, de alienação parental e de violência doméstica.

Pretendem também promover "a institucionalização da promoção da coparentalidade, como direito inalienável de qualquer criança a conviver de forma saudável com ambos os progenitores e restante família alargada".

São também propostas "alterações de pormenor à legislação vigente", que visam a resolução célere dos conflitos parentais, o acesso à justiça para todos (custas judiciais), "garantindo a qualidade pelo acesso aos tribunais especializados e não por medidas de desjudicialização que possam colocar em causa o superior interesse da criança".

Há ainda propostas que visam simplificar e diminuir o tempo dos processos em tribunal e alargar a área de recrutamento dos juízes sociais, para que "cidadãos desinteressados possam contribuir de forma crescente para o afastamento do perigo" das crianças.

"Propomos também a necessidade da melhoria do nosso sistema de promoção e proteção de criança e jovens em perigo, através de uma alteração que poderá fazer toda a diferença quanto à qualidade das respostas de segunda linha", adianta a associação.

Para a associação, "é fundamental" implementar a reforma que se iniciou com a entrada em vigor do Regime Geral do Processo Tutelar Cível, "devendo para isso existir por parte do Governo verdadeira vontade política para alterar o 'status quo' que vigora há décadas nas matérias de infância e juventude".

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