Deputados de Lisboa querem debate sobre expansão da rede do metro

Os deputados da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovaram hoje por unanimidade uma recomendação que visa um "amplo e participado debate público sobre as várias possibilidades de expansão da rede de metro de Lisboa" articulado com o Governo.

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A recomendação, apresentada pelo Bloco de Esquerda (BE), tem em conta os anúncios feitos pela tutela, que "informou recentemente que durante o próximo ano serão realizados investimentos estruturais nas redes de transportes públicos, em particular no Metropolitano de Lisboa".

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O BE aponta também que, segundo o Governo, "durante o ano de 2017 serão iniciados os procedimentos concursais para expansão das linhas do metro de Lisboa" e que "a administração dos Transportes de Lisboa admite que existem vários cenários desenhados, não existindo uma opção completamente fechada".

"Um dos estudos apontados para o alargamento da rede, dado como mais provável, será o prolongamento da linha amarela do Rato para o Cais do Sodré", refere o documento, acrescentando que está também em cima da mesa a "possibilidade de expansão da linha vermelha até Campo de Ourique".

No entanto, ressalva o BE, "outros especialistas têm defendido que uma das hipóteses de expansão poderia ser a zona ocidental de Lisboa, que tem carências de transportes públicos".

"Os órgãos do Município de Lisboa e os utentes dos serviços de transporte público de Lisboa não podem ficar à margem deste debate sobre obras estruturantes, impondo-se um amplo debate público sobre o mesmo", frisa o grupo municipal bloquista.

Também por unanimidade foi aprovada outra recomendação que pede a "instalação de pontos de recolha de rolhas de cortiça, designadamente junto a ecopontos, incorporando-os na rede de recolha seletiva".

Com a aprovação desta recomendação do Partido Ecologista "Os Verdes", a AML pretende que o município promova também "a recolha de rolhas de cortiça junto de estabelecimentos de restauração, hotelaria, postos de higiene urbana e mercados municipais".

Ainda na sessão plenária de hoje, os deputados municipais aprovaram por maioria uma recomendação do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) com vista à construção de um ou mais complexos de piscinas exteriores, acessíveis a todos.

O documento mereceu um voto contra do Parque das Nações Por Nós (PNPN), a abstenção de PSD, PEV e MPT e os votos favoráveis de CDS-PP, BE, PAN, PS, deputados independentes (eleitos nas listas socialistas) e PCP.

Na recomendação, o PAN considera que, apesar de dispor de "diversos complexos de piscinas municipais, mas todos eles concessionados, e só um com piscina exterior (nos Olivais)", Lisboa "não tem piscinas exteriores municipais e economicamente acessíveis à maioria dos lisboetas e visitantes da cidade".

A par disto, o partido vinca o facto de Lisboa não ter praia e o acesso às praias nas proximidades "nem sempre ser fácil ou barato".

Assim, os deputados recomendaram ao município (de maioria socialista) que inicie os "procedimentos necessários para a construção de um ou mais complexos de piscinas municipais exteriores, acessíveis a todos", e que podiam estar abertos ao público por um "período alargado devido ao clima ameno" da região.

O deputado do PAN, Miguel Santos, advogou que "não se trata de piscinas com impacto ambiental", uma vez que seriam piscinas biológicas, onde "a depuração da água seria executada com recurso a espécies aquáticas nelas instaladas".

 

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