Cerca de 160 militares dos Comandos aguardam partida para missão da ONU

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas afirmou hoje que o batalhão do regimento de Comandos que irá para a República Centro Africana está pronto para partir, aguardando que se resolvam questões logísticas que não dependem do ramo.

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País Forças Armadas

"Todo o aprontamento está feito. Neste momento faltam esclarecer outros assuntos de âmbito logístico no teatro de operações. Presumo que se torne necessário mais um reconhecimento no teatro mas eu penso que são problemas mais de âmbito logístico", afirmou Rovisco Duarte.

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O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas falava aos jornalistas no final de uma visita dos deputados da comissão parlamentar de Defesa Nacional ao regimento de Comandos, na Carregueira, Sintra.

Cerca de 160 efetivos do regimento de Comandos do Exército serão destacados para a República Centro Africana (RCA) no âmbito da missão da ONU naquele país, em ambiente "hostil e de grande perigosidade" segundo assinalou o presidente da comissão parlamentar de Defesa, Marco António Costa.

O deputado manifestou a "solidariedade e o apoio incondicional" ao trabalho dos militares que irão desempenhar na missão na RCA, destacando ainda o "alto grau" de exigência do treino não só ao nível da preparação física mas também da "robustez psicológica".

Os deputados visitaram uma exposição estática dos meios, incluindo viaturas, armamento e fardamento, que equipam o batalhão de Comandos, "o melhor que existe no mercado" e sempre "adequado ao teatro de operações", segundo o general Rovisco Duarte.

No campo de treino, os deputados assistiram a três exercícios, um deles com a demonstração de combate corpo a corpo com recurso a técnicas de defesa pessoal denominadas Krav Maga, um conceito desenvolvido pelas forças armadas de Israel, segundo foi explicado.

Através de um protocolo com a Federação Portuguesa de Krav Maga, os Comandos estão a adaptar as técnicas usadas nesta modalidade para ambiente militar.

"Surpresa, agressividade, elevado potencial de fogo e rápida execução" são as características das missões dos Comandos, descreveu o capitão Faro, o segundo comandante do batalhão que irá para a RCA, e que foram a base de um outro exercício com fogo real.

Nesta simulação, que terminou com sucesso, os militares, divididos em três grupos, portugueses tinham como missão capturar o chefe de um "grupo insurgente" durante uma reunião e posteriormente desarmar o grupo.

 

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