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Moradores queixam-se do ruído, Câmara promete minimizar impacto

O gabinete do vereador da Estrutura Verde da Câmara Municipal de Lisboa admitiu ter recebido hoje "algumas queixas" do barulho do festival Rock in Rio, "sobretudo [de moradores] da zona do Lumiar e da Alta de Lisboa".

Moradores queixam-se do ruído, Câmara promete minimizar impacto
Notícias ao Minuto

19:09 - 20/05/16 por Lusa

País Rock in Rio

Contactada pela Lusa, fonte do gabinete de José Sá Fernandes disse à Lusa que "um dos fatores [que justificam as reclamações] pode ter a ver com as condições climatéricas, nomeadamente com o vento", que se verificou na quinta-feira, dia de abertura da 7.ª edição do Rock in Rio, "que pode ter direcionado o som mais para aquela zona" da cidade.

A Câmara, no entanto, "está a acompanhar" a situação e "tem equipas que medem o ruído em permanência no Rock in Rio", que vão "tentar minimizar os impactos" que possam surgir.

Fonte oficial do Rock in Rio disse à Lusa que a organização não recebeu até agora qualquer queixa, adiantando que não houve, nesta edição, qualquer alteração em termos de aumento do volume de som, mas apenas na qualidade do som, que melhorou.

A Federação das Associações de Moradores da Área Metropolitana de Lisboa (Famalis), por seu lado, disse que vários residentes, na envolvente do festival Rock in Rio, na Bela Vista, se queixaram do "barulho infernal" até "altas horas", na madrugada de quinta para sexta-feira.

"Vi algumas queixas de moradores das áreas envolventes, nomeadamente através [da rede social] Facebook", afirmou o presidente da Famalis, Carlos Cardoso, em declarações à agência Lusa.

Apesar de a federação não ter recebido "qualquer reclamação formal", Carlos Cardoso soube de casos de pessoas "que não conseguiram dormir até altas horas, porque o barulho era infernal".

Na ótica do responsável, estes espetáculos deviam ser feitos noutras zonas que não incomodassem os moradores.

Ainda assim, Carlos Cardoso reconheceu que o Rock in Rio "é uma coisa emblemática, é algo que traz visibilidade a Lisboa e até ao país".

"Ou se leva [o festival] para uma zona sem moradores", e tem "pouca acessibilidade para os estrangeiros, ou se faz na própria cidade, num local que é central, como é o parque da Bela Vista", apontou, referindo que a primeira opção "não é a mesma coisa", não tem o mesmo impacto.

Carlos Cardoso admitiu que a situação verificada na quinta-feira à noite, em que o norte-americano Bruce Springsteen foi cabeça de cartaz, não é nova.

"É um tipo de queixa recorrente, mas não é só no Rock in Rio. Até as pequenas festas e os bailaricos geram conflitos", admitiu.

No caso do festival, a dimensão é maior, porque "o som é mais elevado e há mais pessoas".

Segundo números da organização, estiveram 67 mil espetadores, no parque da Bela Vista, no primeiro dia do festival, que hoje prossegue com os Queen + Adam Lambert, como cabeças-de-cartaz.

Entretanto, foi colocada no Portal da Queixa (rede social de consumidores) uma reclamação feita por uma munícipe que considera o festival "um desrespeito com os residentes".

"Não posso entender como é que a Câmara dá autorização" a um festival, "durante a semana, quando a lei do ruído diz que só pode ser feito até às 22:00, salvo algumas exceções", lê-se na queixa assinada por Maria Maia, residente na Alta de Lisboa.

A edição deste ano do Rock in Rio Lisboa acontece nos dias 19, 20, 27, 28 e 29 de maio, no Parque da Bela Vista, uma área verde com 85 hectares.

Em 2014, foi aprovada pela Assembleia Municipal de Lisboa uma proposta para isenção das taxas relativas às sétima e oitava (2016 e 2018) edições do Rock in Rio, de cerca de 3,5 milhões em cada ano.

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