"Militares são respeitáveis, mas não têm monopólio do patriotismo"
Francisco Seixas da Costa insurge-se contra as declarações de militares após a polémica em torno do Colégio Militar.
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País Seixas da Costa
“Há quem pense que falar do estatuto dos militares na sociedade portuguesa é um tema incómodo, quase tabu”. O antigo secretário de Estado, Francisco Seixas da Costa rompeu com o tabu e dedicou-lhe um artigo de opinião no site Ação Socialista.
O antigo embaixador português junto das Nações Unidas diz-se “fortemente surpreendido com o tom com que alguns militares reagiram, aquando do incidente sobre o Colégio Militar, que levou à demissão do chefe do Estado-Maior do Exército”.
No site Ação Socialista, o diplomata considerou que “os militares profissionais portugueses são altamente respeitáveis, mas não têm o monopólio do patriotismo” e insurgiu-se contra “as reações das quais pareceu emergir a ideia de que é ilegítima a intromissão do poder político civil no seu perímetro de atuação profissional”.
Dando o seu exemplo, acrescentou ainda que “jamais lhe passou pela cabeça ver os diplomatas reivindicar qualquer tipo de autonomia funcional, qualquer ‘autorregulação’ para a sua função”.


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