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O que mudou para os docentes desde as eleições? "Ainda pouco"

Palavras pertencem ao secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, numa entrevista concedida ao jornal da Federação Nacional dos Professores.

O que mudou para os docentes desde as eleições? "Ainda pouco"

Mário Nogueira considera que, desde as últimas eleições legislativas, “ainda pouco” mudou na vida dos docentes, mas “não pouco importante”, sublinhando que “foram tomadas medidas que fizeram cair algumas das provocações mais torpes do anterior governo aos professores”.

O sindicalista frisa que “é de registar a reposição integral dos salários em 2016 e a eliminação em dois anos da sobretaxa de IRS”, advertindo, contudo, que “outras medidas estão ainda por tomar”.

“Esperamos para breve um regime justo de vinculação, o descongelamento das carreiras ou uma aposentação que tenha em conta o enorme desgaste dos profissionais”, afirma.

Na mesma entrevista, Mário Nogueira lança farpas ao anterior governo, que acusa de se ter preparado para “avançar com um programa de desmantelamento da Escola Pública de qualidade, impondo a chamada reforma do Estado”.

Embora a Fenprof esteja mais satisfeita com a atual maioria parlamentar, o responsável aponta algumas contradições ao Executivo de António Costa. “Por exemplo, ao não ser colocada na agenda governativa a renegociação da dívida e a rejeição dos garrotes impostos pelo pacto orçamental, o Governo e o próprio PS vão tecendo uma teia que já começou a tolher-lhes os movimentos, levando a que a prática se afaste de compromissos importantes”, aponta.

Mas apesar das críticas, sobra uma palavra de apreço por aquilo que já foi feito. “Não podemos, com a justa ânsia de concretizar outros objetivos, desvalorizar o que se obteve: fim da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades dos professores, da requalificação, das Bolsas de Contratação de Escola, do PET/Cambridge e dos exames dos 4.º e 6.º anos”, destaca.

Nesta senda, Mário Nogueira não deixa esquecer que ainda há muito a fazer para melhorar as condições de trabalho dos docentes cujo número foi reduzido nos últimos quatro anos, ao contrário do número de alunos que “triplicou”.

Assim, para valorizar o trabalho dos docentes é preciso, na ótica de Mário Nogueira, que haja uma “progressão nas carreiras e a recuperação de todo o tempo de serviço roubado nestes anos”.

“Serão igualmente importantes medidas que aliviem os professores da sobrecarga de trabalho a que estão sujeitos e que está associada aos absurdos e violentos horários de trabalho. Exigem-se também medidas que permitam o rejuvenescimento do corpo docente, o que significa a saída sem penalizações dos mais velhos. Outra questão a não esquecer é a necessidade de criar condições que ponham cobro aos atos de indisciplina que são parte do quotidiano das escolas. A melhoria das condições de trabalho nas escolas, a par da redução de alunos por turma, repercutir-se-á positivamente nesse problema”, conclui o responsável.

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