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Deco acusa ASAE de fracasso na fiscalização alimentar

A Deco - Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor – acusa a ASAE de falhas com a informação dada aos consumidores e garante que a venda de carne de cavalo contaminada com anti-inflamatório é prova do fracasso da fiscalização alimentar feita pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.

Deco acusa ASAE de fracasso na fiscalização alimentar

Em declarações à edição deste sábado do Jornal de Notícias, o engenheiro técnico alimentar da Deco, Nuno Lima Dias, afirma que os valores de resíduos do anti-inflamatório fenibultazona presentes nas amostras de carne de cavalo são "baixas, na ordem do micrograma, e não representam riscos para a saúde pública, embora sejam dispensáveis ao consumidor".

Mesmo que a saúde pública não esteja em risco, o técnico admite que a situação "é grave porque revela a ponta de um iceberg de tudo o que pode estar submerso na fiscalização da cadeia alimentar".

O especialista diz ainda que a entrada desta substancia "interdita em animais" em comida "significa uma de duas coisas: ou estão a entrar no mercado animais que não são para o consumo humano ou estão a ser administrados medicamentos proibidos em animais para consumo". No entanto, defende que "em qualquer caso, estamos perante uma situação mais grave do que o problema de rotulagem ou fraude económica", disse ao JN.

E é aqui que o elemento da Deco critica a actuação da ASAE: "se escapou à fiscalização a entrada no mercado de carne de cavalo com fenilbutazona, falhou tudo", alertando para a possibilidade de existirem no mercado animais doentes.

A ASAE remeteu o esclarecimento ao assunto através de um comunicado, mas Nuno Dias volta a salientar o facto os estudos feitos pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica não estarem disponíveis para análise. "O nosso estudo, realizado num laboratório estrangeiro de referência, ficará disponível para toda a Europa. E o estudo da ASAE?", questiona.

Quanto à informação, ou falta dela, proferida pela ASAE, o técnico da Deco defende que a entidade responsável pela fiscalização "não está a respeitar o consumidor".

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