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Redução de portugueses em risco de pobreza "é ilusório"

O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN), o padre Jardim Moreira, afirmou esta quarta-feira que “são ilusórios” os dados europeus, que indicam uma diminuição ligeira do número de portugueses em risco de pobreza e exclusão social.

Redução de portugueses em risco de pobreza "é ilusório"
Notícias ao Minuto

16:24 - 27/02/13 por Lusa 

País Padre Jardim Moreira

Dados divulgados esta semana pelo Eurostat, gabinete de estatística da União Europeia, indicam que, entre 2010 e 2011, o risco de pobreza ou exclusão social baixou de 25,3% da população, para 24,4% (2,6 milhões de portugueses), mas continua acima da média europeia (24,2%).

“Estes números têm uma explicação que é importante dá-la, porque o que está em causa é o método de análise sobre o critério da pobreza em cada Estado-membro da União Europeia”, disse à Lusa o presidente da EAPN.

O padre Jardim Moreira explicou que, em Portugal, como nos outros países da União Europeia, é pela mediana dos salários que se encontra o nível do risco de pobreza.

“Em Portugal, em 2011, começou a haver muitas falências, baixaram muito os ordenados, houve muitos cortes e, naturalmente, baixou a mediana”, adiantou.

“Ao baixar a mediana, parece que há uma ilusão de ter diminuído a pobreza, o que não é verdade”. Pelo contrário, “tornámo-nos todos mais pobres”, acrescentou.

O presidente da EAPN disse que é importante “explicar bem”, aos portugueses, a leitura dos dados. Se isso não acontecer, corre-se “o risco de iludir, [dizer] que há uma melhoria da pobreza, e não há”.

Os dados do Eurostat indicam também que, na UE27, as crianças estão em maior risco de pobreza ou exclusão social, do que o resto da população.

Em Portugal, esta situação atinge 28,6% das crianças, quando a média europeia é de 27%.

Segundo os dados, o número de idosos em risco de pobreza ou exclusão baixou cerca de 1,5 pontos percentuais, fixando-se nos 24,5%, acima da média europeia (20,5%).

Para o padre Jardim Moreira, a subida da percentagem das crianças portuguesas pobres representa “um risco grave, porque está em causa o futuro da sociedade portuguesa”.

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