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Luís Todo Bom pede 100 mil euros por divulgação de dados da “esfera íntima”

O antigo dirigente do PSD, Luís Todo Bom, acusa o fundador do Movimento Mérito e Sociedade (MMS), Eduardo Correia, de ter divulgado dados da sua "esfera íntima" e pede em tribunal uma indemnização de 100 mil euros, revela esta segunda-feira o jornal Público.

Luís Todo Bom pede 100 mil euros por divulgação de dados da “esfera íntima”
Notícias ao Minuto

08:24 - 29/01/13 por Notícias Ao Minuto

País PSD

O antigo presidente da Agência de Desenvolvimento de Oeiras (Aitecoeiras), Luís Todo Bom, e o seu sucessor no cargo, Eduardo Correia, estão em guerra aberta nos tribunais há meses, revela hoje o Público, acrescentando que o último episódio da ‘novela’ é um pedido de indemnização de 100 mil euros apresentado há dias por Todo Bom.

Luís Todo Bom e Eduardo Correia são ambos professores no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa e também se cruzaram na administração da Taguspark. O actual presidente da Aitecoeiras foi ainda fundador do MMS, partido que concorreu às eleições legislativas de 2009 mas que entretanto deixou de existir, recorda o Público.

Na origem da ‘confusão’ está o facto de quando Eduardo Correia ocupou o cargo de presidente da Aitecoeiras ter rescindido o contrato com a secretária-geral (muito próxima de Luís Todo Bom) e de, a seguir, a associação ter apresentado uma queixa ao Ministério Público, acusando Todo Bom e a ex-funcionária de se terem apoderado de numerosos documentos da Aitecoeiras antes de saírem.

A juntar a isto, numa carta dirigida em Outubro a vários responsáveis do ISCTE, Eduardo Correia acusa Luís Todo Bom de o ter avisado que passaria a considerá-lo um "inimigo" e que o iria "prejudicar, inclusive no ISCTE, sempre que lhe fosse possível". E qual era o motivo para estas ‘ameaças’? A rescisão do contrato com a secretária-geral, conta o Público.

Esta carta foi também uma reacção de Eduardo Correia ao seu afastamento por alegada incompetência do corpo docente do curso que leccionava, e que lhe foi comunicado na véspera pelo coordenador do Mini MBA, Luís Todo Bom.

A carta (que Todo Bom anexou agora à queixa apresentada em tribunal) faz referência não só às relações entre o seu antecessor e a ex secretária-geral da Aitecoeiras, mas também "a irregularidades diversas que colocaram a nu as debilidades da gestão anterior e conduziram mesmo à apresentação de uma denúncia junto do Ministério Público".

Eduardo Correia sustenta que a motivação do coordenador do curso para o excluir se prende com "temas pessoais totalmente alheios à realidade" da universidade. Tais assuntos, afirma, foram por si mantidos "em privado", mas "os últimos acontecimentos" impedem-no de continuar a "ocultá-los".

No mesmo dia, Todo Bom escreveu também ao presidente da unidade do ISCTE: “Para lá da sua inadequação curricular para leccionar neste programa, o professor Eduardo Correia, no âmbito do actual processo de certificação do ISCTE não é academic qualified nem professional qualified, sendo incluído na categoria de others", justifica. Porém, o ISCTE decidiu não tomar qualquer posição.

Mas, entretanto, Luís Todo Bom decidiu recorrer ao tribunal, reclamando uma indemnização não inferior a 100 mil euros pelos "danos sofridos" com a divulgação da carta de Eduardo Correia dirigida aos responsáveis do ISCTE.

O antigo dirigente do PSD acusa o presidente da Aitecoeiras de ofensas ao seu "bom-nome, prestígio e reputação", atribuindo-lhe "irregularidades diversas, debilidades, incompetências, insuficiências e a prática de actos ilícitos", e acrescentando que Eduardo Correia ofendeu o seu direito à "reserva da intimidade e da vida privada", ao revelar factos relativos aos seus "sentimentos" e à sua "esfera íntima".

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