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Confessou abusos a 12 crianças e pediu ajuda mas nunca foi preso

Um pedófilo confesso está em liberdade apesar de admitir às autoridades que é “um monstro” e que não se consegue controlar, reportou esta quarta-feira à noite a TVI.

Confessou abusos a 12 crianças e pediu ajuda mas nunca foi preso

‘Carlos’ – nome fictício - tem 33 anos e já confessou que abusou de 12 crianças no espaço de 10 anos, sempre em campos de férias. Admitiu, em entrevista exclusiva à antena da TVI, que pediu ajuda às autoridades para conseguir parar mas até agora esse pedido foi sempre ignorado.

O homem tem seis inquéritos a decorrer nos tribunais por suspeita de abuso sexual de crianças mas nunca foi preso.

O último crime cometido por ‘Carlos’ foi em 2010, no Seixal, e a vítima tinha 12 anos de idade. Foi este caso o único a chegar a julgamento e também o motivador do pedido de ajuda. “Fez-me pensar que eu não era deste mundo”, adiantou o suspeito.

Explica a TVI que quando foi ouvido pela Polícia Judiciária de Setúbal, ‘Carlos’ assumiu parte dos factos, sendo que os crimes em causa eram abuso sexual de crianças e pornografia de menores (tinha 2 mil imagens pornográficas de menores no computador pessoal).

Este crime foi o primeiro a levar ‘Carlos’ ao banco dos réus mas um mês antes, já tinha sido feita uma queixa por parte da mãe de um menor com quem o homem tentou marcar um encontro.

‘Carlos’ foi chamado à PJ de Lisboa em 2012, um ano e oito meses depois da queixa, altura em que confessa ter abusado de 12 crianças em 10 anos, esperando ficar detido.

No entanto, saiu em liberdade com termo de identidade e residência e, vários procedimentos depois, o processo acabou arquivado, porque marcar um encontro com um menor não constitui crime.

“Pedi se não havia uma forma de me ajudarem a nível psicológico, acompanharem, tenho consciência que é errado e queria que um dia pudesse vir a ser uma pessoa normal”, afirmou ‘Carlos’ à TVI.

Neste momento, vive com o pai, reformado, e está desempregado, continuando a lidar com menores. Tem seis processos em seu nome: um permanece em investigação, outro tem julgamento marcado para outubro e outro está em fase de julgamento no tribunal de Almada.

Conhecerá uma sentença mais tarde mas, por agora, permanece em liberdade.

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