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Há uma semana que é o professor mais odiado do país

Chama-se Pedro Cosme Vieira e assume-se racista, liberal e “indignado” com a “miséria” de milhões que atravessam o Mediterrâneo. Escreveu que a “pretalhada” que atravessa o Mediterrâneo devia ser abatida a tiro. Agora diz que era, afinal, uma “estratégia comunicacional”.

Há uma semana que é o professor mais odiado do país

O professor universitário da Faculdade de Economia do Porto e autor do blog ‘Económico-financeiro’, Pedro Cosme Vieira, tem sido alvo de críticas e insultos e é até já considerado por muitos o ‘professor universitário mais odiado de Portugal’, como qualificou o jornal i de hoje.

Em causa estão as suas polémicas ideias. São exemplo disso estas citações: “Se se fizesse o abate sanitário de todos os infetados [com SIDA], a doença desapareceria da face da Terra, recuperando-se em apenas 15 anos os 35 milhões de pessoas abatidas”; “Não tenha vergonha em reconhecer que é racista pois é algo universal, todos nós somos racistas e isso está gravado nos nossos genes” ou “Em vez de tentar salvar as pessoas que vêm nos barcos precários, ‘salvá-los’ atropelando-os com navios portugueses e, depois, todos os que consigam nadar, meter um tiro em cada um”. Mera “estratégia” de comunicação, assume o professor universitário.

Apesar de esta semana ter entrado diretamente para os primeiros lugares da lista de personalidades contra as quais o povo destila o seu ódio, como refere o jornal i, não foi por iniciativa própria que aí chegou. Foi citado por Duarte Marques (PSD) num artigo de opinião e, como resposta, Francisco Louçã foi ao arquivo buscar as ‘pérolas’ do professor. Assim, o país ficava a conhecer quem é e o que pensa Pedro Cosme Vieira. Veja o artigo em questão aqui.

Apesar de já o terem classificado como “abjeto”, “imoral” ou “ignorante”, o professor refere ao i: “não me incomodam nada porque, de facto, essas adjetivações não são sobre mim enquanto pessoa, mas apenas enquanto personagem de um mundo virtual.”

Recorreu ao termo “pretalhada” para se referir aos cidadãos africanos que atravessam o mar Mediterrâneo para fugir à morte certa nos seus países de origem mas explica que, em todas as suas opiniões, tentava apenas destacar-se. Era “uma forma de gritar no meio da multidão dos blogs” e que ao mesmo tempo era um “grito de indignação”, uma convocatória para a passagem à prática, ou para que quem se refere à situação daquelas pessoas apresentasse uma “solução minimamente credível” para os milhões que “levam vidas de extrema miséria”.

Pedro Cosme Vieira passou os últimos 20 anos a dar aulas na universidade, na sua terra natal, no Porto. Assume-se um excluído social e um liberal que, aos 49 anos, já votou no CDS, no PSD e no PS. O seu palco é a internet.

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