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CMTV já é "um peixe demasiado grande para o 'aquário' Meo"

O diretor da Correio da Manhã TV (CMTV) e do Correio da Manhã (CM), Octávio Ribeiro, considera que o canal de televisão paga que dirige é "já um peixe demasiado grande para o 'aquário' Meo".

CMTV já é "um peixe demasiado grande para o 'aquário' Meo"
Notícias ao Minuto

15:25 - 15/03/15 por Lusa

País Otávio Ribeiro

"Se não for por um lado, será pelo outro. Nos próximos meses temos de vencer este cerco", afirmou o diretor da CMTV numa entrevista à Lusa, de balanço dos dois primeiros anos de emissão do canal televisivo do grupo Cofina, que se celebram na terça-feira.

A CMTV tem permanecido apenas na plataforma Meo, sem presença noutros operadores em Portugal, como a Nos e a Vodafone, desde que as emissões tiveram início no dia 17 de março de 2013. Isto deve-se a um acordo de exclusividade entre as duas partes, cujas condições estão sob sigilo.

No entanto, Octávio Ribeiro admite que o objetivo agora é ter presença noutras plataformas e ultrapassar o "vazio de poder" criado pela crise na PT (empresa proprietária da Meo), quando "ninguém tomava decisões nesta área e que felizmente está em ultrapassagem".

"É importantíssimo para nós, mas é também uma forma de equalizar o acesso à informação dos portugueses que têm televisão paga", acrescentou.

Os últimos dados recolhidos pela GfK, disponíveis para divulgação pública e relativos às audiências dos vários canais na plataforma Meo, dizem respeito a novembro e dezembro de 2015. De acordo com esses números, citados pelo diretor da CMTV, o canal aparece com 'shares' de 2,14% e de 1,95%, respetivamente, acima da SIC Notícias, TVI24 e RTP Informação.

No entanto, segundo Octávio Ribeiro, entretanto a Comissão de Análise de Estudos de Meios (CAEM) recuou na autorização que tinha dado à GfK para divulgar ao mercado os dados em separado de cada plataforma, pelo que atualmente os dados de comparação direta entre o canal da Cofina e outros concorrentes deixaram de ser públicos.

"A CAEM neste caso optou pela opacidade em detrimento da transparência do mercado", acusou o mesmo responsável. "Se estamos em 40% do mercado de cabo, este é o universo onde nos podemos comparar".

De outra forma, tendo em conta todo o mercado de cabo, os dados da GfK/CAEM indicam que a CMTV registou um 'share' médio de 0,6% entre os meses de setembro de 2014 e fevereiro de 2015, abaixo da RTP Informação (0,9%), TVI24 (1,3%) e SIC Notícias (1,7%).

Já em março de 2013, mês em que a CMTV iniciou as emissões no dia 17 de março, as audiências registadas eram de 0,1%.

Desde essa altura e mesmo antes, lembrou Octávio Ribeiro, vários desafios foram ultrapassados. Primeiro, a escolha da equipa, que começou um ano antes do arranque. "A superestrutura de liderança é toda composta por pessoas com larga experiência de televisão e depois a equipa é maioritariamente formada por gente jovem que foi formada por nós, no espírito da CMTV", apontou.

Outro desafio foi a escolha dos equipamentos, pela falta de experiência da Cofina Media em televisão, mas que acabou por ser "uma grande oportunidade" ao permitir a escolha de "equipamentos mais avançados e mais leves", que "revolucionaram a capacidade de fazer diretos de todo o país".

"A nossa essência é o direto", sublinhou ainda o diretor da CMTV e do CM, para quem o canal "é o 'Correio da Manhã' na televisão". "Não deveria nem pretende ser nenhuma outra coisa."

Octávio Ribeiro considerou que está também "largamente ultrapassado" o desafio de "conseguir que a equipa pré-existente no jornal aderisse também ela ao discurso televisivo". "Já não há duas redações [de jornal e televisão], mas sim uma equipa que se vai fundindo cada vez mais para três plataformas: o jornal, o 'online' e a televisão", indicou.

Ao todo, a equipa da CMTV e do CM tem cerca de 250 pessoas, incluindo as cerca de 100 que entraram para a fundação do novo canal.

Para os dois anos de aniversário que se celebra na terça-feira, o canal vai dar a conhecer o seu novo hino, composto por Boss AC.

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