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"Não sei se o País aguenta mais dois anos de tensão"

Em entrevista à Antena 1, o professor Adriano Moreira diz ter dúvidas de que Portugal aguente por “mais dois anos esta situação de tensão”, ao mesmo tempo que considera “evidentes” os “sinais de divergências na coligação governativa”, dado que tanto o PSD como os centristas estão “condicionados”. O antigo líder histórico do CDS sugere ainda a “reforma do Conselho de Estado”.

"Não sei se o País aguenta mais dois anos de tensão"

O professor Adriano Moreira confessa, em entrevista à Antena 1, "que não tem conversado com o presidente do partido [Paulo Portas]", mas quando questionado sobre se este terá resiliência suficiente para mais dois anos de Governo, o antigo líder do CDS é claro na resposta: "Eu não sei é se o País aguenta mais dois anos esta situação de tensão".

Sobre a actual situação do Executivo, Adriano Moreira admite que "dentro do próprio Governo e da representação parlamentar da maioria, na consciência e inteligência das pessoas, há divergências, mas estão todos orientados (…) pelo tal risco do acordo que foi feito e da imagem do País". Ainda assim, defende "há sinais suficientes (…) de que há tensões no Governo que actualmente temos".

Na opinião do antigo líder do CDS, há actualmente "um condicionamento chamado troika que tem reflexos preocupantes, designadamente na tendência (…) para tratar a Constituição como se fosse uma lei ordinária. Isso acontece nos protectorados, porque quem dá a orientação é quem tem o poder, não é a Constituição do País. Essa orientação (…) é neoliberal e acompanhada de uma atitude repressiva".

Adriano Moreira defende por isso que "o PSD está condicionado pela responsabilidade governamental e o CDS (…) pela circunstância de entender que qualquer crise política, neste momento, seria muito grave para o País".

Defende o professor, nesta entrevista à Antena 1, que estes condicionalismos são visíveis, "por exemplo, em relação ao Estado Social. As sugestões que vamos recebendo das entidades que subordinam a soberania portuguesa são todas contra a concessão do Estado social (…) do CDS".

Adriano Moreira reforça que "a fome não é um dever constitucional", alertando que "neste momento a circunstância fiscal portuguesa é de fadiga de toda a população". Por isso, avisa, "faz parte da sabedoria do estadista saber medir até que ponto essa fadiga é sustentável pacificamente. Há limites e a fome não é um dever constitucional".

O antigo líder centrista considera ainda importante que fosse pedida "a reforma do Conselho de Estado porque a maior parte dos conselheiros são institucionais e os que representam os partidos não é difícil adivinhar que conselhos vão dar ao Presidente da República".

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