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Perito em afogamento diz que João Gouveia não esteve no mar

No Tribunal de Setúbal foi ouvido o perito em afogamento que realizou a autópsia de três dos jovens que foram arrastados por uma onda na praia do Meco. Segundo o especialista, nada indica que João Gouveia tenha estado dentro de água, pois ninguém conseguiria estar mais de dois minutos dentro de água naquelas condições, avança a TVI.

Perito em afogamento diz que João Gouveia não esteve no mar

O especialista em afogamento do Instituto de Medicina Legal, ouvido no Tribunal de Setúbal, está a contrariar a versão de João Gouveia, no incidente que ditou a morte de seis jovens na praia do Meco.

O especialista foi ouvido à porta fechada, mas, segundo o que a TVI conseguiu apurar, João Ferreira dos Santos, que realizou a autópsia de três dos jovens que morreram no Meco, a 15 de dezembro de 2013, alegou que os relatórios dos médicos nada indicam que João Gouveia tenha estado dentro de água.

João Ferreira dos Santos afirma que ninguém conseguiria estar mais de dois minutos dentro de água, naquelas condições, sem ficar com graves lesões. Além de que não é necessário estar dentro de água para chegar a um estado de hipotermia.

O especialista acrescenta ainda que se o dux tivesse estado em perigo tinha sido transportado de imediato para o hospital e não foi isso que sucedeu.

Recorde-se que João Gouveia ligou para o 112 à 01h10 a 15 de dezembro e só se deslocou ao hospital perto das 04h00.

Para desmanchar a teoria de João Gouveia, o especialista acrescenta ainda que caso ele tivesse estado no mar teria no corpo algas, algo que tamb´´em nao se verificou.

Durante o dia de hoje, vão ser ouvidas mais duas peritas do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que analisaram as roupas de João Gouveia, nas quais se verificaram vestígios de água doce.

Já a advogada de defesa garante que este depoimento não trouxe “nada de novo ao processo”.

“O perito afirmou que não era possível sobreviver dois minutos se ele [João Gouveia] tivesse entrado em pânico ou numa situação em que aspirasse pelo nariz água salgada. Caso não tivesse ocorrido dessa forma, e como não lhe entrou água nos pulmões ou no estômago, podia ter estado muito mais tempo dentro do mar”, alega a advogada.

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