Mais de 20 arguidos acusados de transação de metais preciosos e fraude fiscal
O Departamento Central de Investigação e Ação Criminal (DCIAP) acusou mais de 20 arguidos de transação de metais preciosos, entre 2009 e 2012, com vantagem patrimonial ilegítima resultante de fraude fiscal, num total de 66,4 milhões de euros.
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País DCIAP
Na investigação, denominada 'Processo do Ouro', comunicada hoje pelo DCIAP, os 20 arguidos singulares e oito coletivos foram também indiciados de fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e detenção de arma proibida.
"Foi quantificado o património incongruente de alguns arguidos relativamente ao seu rendimento lícito declarado e requereu o Ministério Público que fosse declarado perdido a favor do Estado o património assim liquidado, bem como as demais vantagens do crime objetivadas em bens apreendidos", referiu o DCIAP.
Na investigação, o DCIAP requereu "arresto de bens, móveis, imóveis e produtos financeiros no montante global de 7.254.001,27 euros", além de "pedido de declaração de perdimento de bens apreendidos, por constituírem a vantagem da conduta criminosa".
No "Operação do Ouro", o DCIAP realizou 114 mandados de busca, em vários pontos do território nacional, incluindo as ilhas, em sedes de empresas e nos locais "em que era levada a cabo a atividade de transação de metais preciosos em investigação, em locais em que se encontrariam as contabilidades relativas a várias das empresas e sujeitos individuais visados pela investigação, domicílios e instituições bancárias".
A investigação recorreu ainda a interceções telefónicas e de correio eletrónico.

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