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Nomes de código armadilham investigação do caso 'Monte Branco'

A lista de supostos clientes de Francisco Canas, arguido no processo ‘Monte Branco’, tem dois novos nomes: Sikander Sattar, presidente da KPMG, e António José Morais, antigo professor da extinta Universidade Independente. Contactados pelo Diário de Notícias (DN), ambos desmentem qualquer envolvimento no caso.

Nomes de código armadilham investigação do caso 'Monte Branco'

Depois de Medina Carreira, o DN escreve hoje que também Sikander Sattar, presidente da KPMG (uma das maiores empresa de auditoria), e António José Morais, antigo professor da extinta Universidade Independente, fazem parte da lista de supostos clientes do arguido no processo ‘Monte Branco’, Francisco Canas (conhecido por ‘Zé das Medalhas’).

Sendo que, acrescenta o jornal citando o auto de interrogatório, o próprio arguido disse, em Maio, ao juiz Carlos Alexandre que não conhecia Sikander Sattar e António José Morais. Contactados pelo DN, ambos garantiram também não só não conhecer Francisco Canas, como não terem qualquer envolvimento no caso.

“Estão a arrastar para este processo pessoas de boa-fé que nunca entraram nesse tipo de negócios”, comentou o presidente da KPMG, garantindo que vai “pedir uma audiência à senhora Procurador-Geral da República e à directora do DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal)” para colocar à disposição das mesmas todas as suas “contas bancárias”.

No mesmo sentido, António José Morais frisa que este envolvimento “é falso”, reforçando que não tem nem nunca teve “nada a ver com esses senhores”.

No auto de interrogatório, o juiz Carlos Alexandre fez uma exposição dos factos apurados na investigação contra Francisco Canas e elenca uma série de eventuais clientes entre os quais Sikander Sattar, a quem se refere como “revisor oficial de contas”, que terá entregado três cheques, entre 2006 e 2007, totalizando 275 mil euros.

Já em relação a António José Morais, o documento indica que terá depositado na conta de Francisco Canas um cheque de 100 mil euros, em 2003. “Era bom que tivesse essa quantia de dinheiro, mas nunca tive”, assegura ao DN o professor da extinta universidade Independente.

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