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Cerca de 40 pessoas participaram na reconstituição de incêndios do Caramulo

Quatro dezenas de pessoas percorreram hoje de manhã o trajeto que terá sido feito na noite de 20 para 21 de agosto de 2013 pelos dois homens acusados de terem ateado os incêndios na Serra do Caramulo.

Cerca de 40 pessoas participaram na reconstituição de incêndios do Caramulo

© Global Imagens

Lusa
14/10/2014 15:30 ‧ há 10 anos por Lusa

País

Casos

Luís Patrick e Fernando Marinho estão acusados de, nessa noite, terem andado de mota pela serra a atear vários focos, que resultaram nos incêndios de Alcofra, Meruge e Silvares.

Na reconstituição participaram juízes, jurados, advogados e elementos do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR que já tinham feito o percurso com Fernando Marinho, poucos dias depois dos incêndios.

Os oito jipes da GNR seguiram a 'scooter' bege referida na acusação, conduzida por um elemento da GNR, que ia fazendo as mesmas paragens descritas por Fernando Marinho.

À semelhança do que já tinha dito no Tribunal de Vouzela, o mestre do SEPNA António Campos explicou que a GNR tinha feito "uma investigação muito pormenorizada" e detetado os locais onde se iniciaram os incêndios antes de lá ter ido com as indicações dadas por Fernando Marinho.

"Foi ele que nos indicou os locais e coincidiram com os que previamente já tínhamos definido como locais de incêndio", disse ao juiz.

Na semana passada, Luís Patrick assegurou estar inocente, mas Fernando Marinho desmentiu-o, dizendo que o que está na acusação "é verdade".

Fernando Marinho contou que Luís Patrick ateou os incêndios de Alcofra e de Meruge e ele o de Silvares (seis focos que se juntaram num só incêndio), depois de incitado pelo amigo.

Segundo o mestre António Campos, no local onde terá começado o terceiro incêndio, junto às eólicas de Silvares, Fernando Marinho "hesitou um bocadinho" antes de admitir que tinha aí ateado seis focos de incêndio.

Durante o percurso, foi possível comprovar que a pequena mota conseguiu subir a serra pelo estradão, ainda que, nalguns momentos, o elemento da GNR se tivesse apeado, tal como Fernando Marinho tinha dito que fez.

António Campos explicou que, na altura em que fizeram o percurso com Fernando Marinho poucos dias após os incêndios, o estradão estava ainda em melhores condições e que até passavam viaturas ligeiras sem problemas.

Na segunda-feira, o adjunto do comando dos Bombeiros Voluntários de Vouzela disse ter visto duas pessoas que não conhecia descerem a serra de mota, na noite de 20 para 21.

Alberto Alves contou que, quando já estava com outros bombeiros a combater as chamas em Nogueira de Alcofra, viram um clarão no cimo da serra e vários focos de incêndio a surgir.

Segundo o adjunto, foi depois de ter pedido aos populares que se começaram a juntar que retirassem as viaturas de um cruzamento que viu duas pessoas a descer a serra, numa mota pequena.

"Estranhei eles virem de cima para baixo", frisou.

Luís Patrick e Fernando Marinho estão acusados, em coautoria, de um crime de incêndio florestal, de quatro homicídios qualificados e de 13 de ofensa à integridade física qualificada. Sobre o primeiro recai também a acusação de condução sem qualificação legal.

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