"Há uma grande vontade da maioria dos países em reforçar as sanções e fazer um pacote, por ventura, mais duro ainda, do que seria expectável", disse Paulo Rangel, em declarações à Lusa, enquanto ainda está a decorrer uma reunião ministerial informal, em Copenhaga, na Dinamarca.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal acrescentou que é necessário "contar com a relutância da Hungria", que desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, desempenhou um papel de força de bloqueio às decisões para sancionar Moscovo e os apoiantes do Kremlin.
No entanto, "só mais tarde podemos perceber qual é exatamente a posição" de Budapeste, pelo que Paulo Rangel espera que da reunião de hoje saia um "impulso político" para uma decisão sobre o 19.º quadro sancionatório.
Os ministros com a pasta da diplomacia dos 27 países do bloco político-económico europeu estão reunidos em Copenhaga, no âmbito da presidência dinamarquesa do Conselho da UE.
A informalidade da reunião impede decisões concretas, mas são esperados sinais políticos concertados entre as diplomacias europeias.
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