O candidato à Câmara Municipal do Porto Filipe Araújo acusou, esta sexta-feira, o Partido Social Democrata (PSD) de ter tentado um "golpe palaciano", que acabou "travado" pela justiça.
Em causa está a impugnação do PSD às listas das juntas de freguesia portuenses. Em comunicado enviado ao Notícias ao Minuto, o candidato do movimento independente 'Filipe Araújo: Fazer à Porto' lembra que o PSD considerava que o movimento "deveria ter entregado 3% de assinaturas".
"Ora, uma vez que o Movimento apresentou candidatos a todos os órgãos autárquicos, diz a lei, e o Tribunal agora confirma, que só tem de entregar 1% de proponentes para as candidaturas às Juntas de Freguesia, algo que 'Filipe Araújo: Fazer à Porto' cumpriu escrupulosamente", defende na nota, que faz referência à decisão do Tribunal Judicial da Comarca do Porto, que "considerou todos os argumentos do PSD 'improcedentes'".
"A decisão do Tribunal refere-se à impugnação da União de Freguesias de Aldoar, Nevolgilde e Foz do Douro. Tendo em conta que a candidatura independente é só uma e que estão certos da legalidade dos processos, os independentes aguardam tranquilamente as decisões das restantes freguesias", lê-se.
A decisão, lê-se na nota, trava desta forma a "a tentativa do partido [PSD] de 'golpe palaciano' e de 'ganhar na secretaria' para afastar o movimento independente da corrida autárquica."
Em conferência citada, Filipe Araújo afirmou que o "o candidato do PSD parece não lidar bem com a democracia, querendo condicionar à partida a escolha dos Portuenses, e que parece ter medo de ir a jogo, de debater comigo e de confrontar ideias, projetos e visão futuro."
Araújo adiantou ainda que tem confiança numa vitória nas Autárquicas, que se realizam a 12 de outubro, garantido que está na corrida pela "positiva, com seriedade e com a cabeça levantada".
Na nota, o candidato autárquico fala ainda de uma outra impugnação, colocada pelo movimento que lidera, e considerando que estes pedidos são "completamente distintos dos apresentados pelo PSD."
Segundo explica, "os sociais-democratas quiseram derrubar a candidatura independente" e, "em sentido oposto, a impugnação do Movimento refere-se apenas a um pedido de correção de um detalhe nas candidaturas de Nuno Cardoso e António Araújo, relacionado com o nome próprio dos candidatos no boletim de voto para as Juntas de Freguesia, algo que é de fácil correção e que não trava nenhuma das candidaturas."
Concorrem à Câmara Municipal do Porto Manuel Pizarro (PS), Diana Ferreira (CDU - coligação PCP/PEV), Nuno Cardoso (Porto Primeiro - coligação NC/PPM), Aníbal Pinto (Nova Direita), Pedro Duarte (PSD/IL/CDS-PP), Sérgio Aires (BE), o atual vice-presidente Filipe Araújo (movimento independente), António Araújo (movimento independente), Alexandre Guilherme Jorge (Volt), Hélder Sousa (Livre) e Miguel Corte-Real (Chega).
O atual executivo é composto por uma maioria de seis eleitos do movimento de Rui Moreira e uma vereadora independente, sendo os restantes dois eleitos do PS, dois do PSD, um da CDU e um do BE.
Note-se que esta campanha no Porto tem sido também marcada para algumas polémicas, uma delas entre Filipe Araújo e o então diretor de comunicação da campanha do antigo ministro Pedro Duarte [PSD], Vasco Ribeiro.
Isto porque o responsável pela comunicação, que se demitiu após a polémica, foi acusado de ter agredido Filipe Araújo durante o Festival Primavera Sound, em junho. Defendeu-se dizendo que se tinha tratado de uma "discussão acalorada", mas saiu depois do cargo que ocupava na campanha.
Entre outros, Pedro Duarte condenou a situação, classificando-a de "indefensável" dizendo que em nada refletia os valores da sua candidatura.
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