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Governo recusa que Metro Mondego esteja associado a "politiquices"

O ministro das Infraestruturas e Habitação recusou hoje em Coimbra que o arranque preliminar do 'metrobus' apenas em Coimbra esteja relacionado com as autárquicas e referiu que o certificado de segurança impede a circulação até à Lousã.

Governo recusa que Metro Mondego esteja associado a "politiquices"

© Global Imagens

Lusa
29/08/2025 16:02 ‧ há 12 horas por Lusa

O Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), que vai operar com autocarros elétricos articulados em via dedicada até Serpins (Lousã), arrancou hoje a sua operação preliminar, apenas num troço de cinco quilómetros na cidade de Coimbra, sendo expectável que o serviço que passa por Miranda do Corvo e Lousã possa estar a funcionar até ao final do ano.

 

O arranque apenas neste troço em Coimbra, onde a autarquia é liderada por José Manuel Silva (numa coligação que integra PSD e CDS-PP), motivou críticas das concelhias do PS de Miranda do Corvo e da Lousã, que exigiram a abertura imediata do troço até Serpins, assim como das duas autarquias (de liderança socialista) que defenderam que o sistema só deveria operar quando o troço suburbano estivesse pronto.

Em resposta a estas críticas, o ministro Miguel Pinto Luz, que andou hoje no troço que foi aberto de forma preliminar, disse que não alinha "em politiquices" e que este arranque "não tem rigorosamente nada a ver" com as autárquicas, que decorrem em outubro.

"Este troço está pronto, está certificado, está a andar e as populações vão usufruir dele já. O troço restante estará - acreditamos nós - até ao final do ano em condições de estar certificado para operar", disse o ministro das Infraestruturas e da Habitação, que respondia aos jornalistas.

Segundo Pinto Luz, o Governo tinha duas opções: "Não abrir nada e só abrir quando tivesse a linha toda completa ou já que tinha este troço urbano concluído porque é que continuamos, ao fim de 30 anos, a impedir as populações de Coimbra de o utilizar?".

"Estando já certificado, nós queremos abrir e estamos aqui hoje a abrir, passando de uma fase experimental para uma fase de operação, que é aquilo que nós queremos", vincou.

Questionado pela agência Lusa, o presidente da Metro Mondego, João Marrana, explicou que a ligação que agora é aberta estava em condições de ser operada, enquanto o troço entre o Alto de São João e Serpins ainda aguarda que "seja certificado o sistema de sinalização" para poder ser operado.

"Falta ainda fazer, de facto, essa certificação que, depois de acontecer, irá ser objeto de um licenciamento por parte do IMT [Instituto de Mobilidade e Transportes]. E quando isso acontecer, nós estamos em condições de entrar em operação no troço suburbano", disse, explicando que o troço suburbano "é mais complicado porque é em via única".

Sendo em via única, é necessário que o sistema assegure que há apenas "um veículo em circulação em cada uma das secções", com exceções dos pontos de cruzamento, aclarou.

"Estando disponível [o troço em Coimbra], a empresa tem interesse em começar a fazer uma operação com regularidade para testar a integração de vários sistemas", salientou, esclarecendo que é possível afinar alguns problemas do sistema antes de iniciar a operação comercial.

Apesar de o troço estar já a funcionar, a agência Lusa constatou no local que o sistema que assegura a aproximação dos autocarros às estações ainda não está em funcionamento.

Além de ser esperado que até ao final do ano esteja a funcionar o serviço entre a Portagem e Serpins, é expectável que em 2026 possa estar a funcionar a operação entre Portagem e Coimbra-B, assim como a linha do hospital, no centro da cidade, empreitada com vários trechos ainda por concluir.

O projeto implicou o fecho do ramal ferroviário da Lousã e conheceu vários atrasos, alterações e suspensões ao longo de mais de 30 anos, tendo sido parado, já depois de terem sido removidos os carris em 2010.

O SMM foi retomado em 2017 pelo Governo liderado por António Costa, que reformulou o projeto, mantendo o traçado e substituindo o metropolitano de superfície pelos autocarros.

Leia Também: "Comercializar barracas"? Governo "não colocará cabeça debaixo da areia"

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