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Marcelo condena "terrível ataque" contra turistas na Caxemira indiana

O chefe de Estado português condenou esta quarta-feira o ataque contra um grupo de turistas em Pahalgam, na parte de Caxemira sob administração indiana, que qualificou como um "terrível ataque" de natureza terrorista.

Marcelo condena "terrível ataque" contra turistas na Caxemira indiana

© Maria João Gala / Global Imagens

Lusa
23/04/2025 18:23 ‧ há 4 meses por Lusa

País

Índia

"Presidente da República condena o ataque terrorista em Caxemira", lê-se numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet.

 

Nesta mensagem, refere-se que Marcelo Rebelo de Sousa "condena o terrível ataque que vitimou mais de vinte pessoas em Pahalgam, na região de Caxemira, na Índia, e expressa as suas mais sentidas condolências aos familiares das vítimas, assim como ao povo indiano".

Na terça-feira, homens armados abriram fogo contra turistas em Pahalgam, que fica a cerca de 90 quilómetros da cidade de Srinagar, na Caxemira controlada pela Índia. Pelo menos 28 pessoas morreram e várias outras ficaram feridas neste ataque.

A polícia indiana afirmou que se tratou de um ataque terrorista realizado por combatentes que lutam contra o domínio indiano na região.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, classificou o ataque como um "ato hediondo" e prometeu que os seus autores "responderão perante a justiça".

Há duas semanas, o chefe de Estado português recebeu no Palácio de Belém a Presidente da Índia, Droupadi Murmu, em visita de Estado a Portugal.

Há cinco anos, Marcelo Rebelo de Sousa esteve na Índia, também em visita de Estado, dividida entre Nova Deli, Mumbai e Goa, em fevereiro de 2020.

Durante essa visita, teve encontros com o então Presidente da República da Índia, Ram Nath Kovind, e com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.

Na sequência do ataque de terça-feira, o exército indiano anunciou hoje que matou "dois terroristas" num tiroteio na Caxemira administrada pela Índia e apreendeu grandes quantidades de armas e munições.

As autoridades indianas acusaram em várias ocasiões o Paquistão de apoiar grupos armados em Caxemira, uma região disputada entre os dois países desde 1947 e pelo controlo da qual estes travaram duas das três guerras desde a independência do Reino Unido.

Em 1999 registou-se um breve mas intenso confronto militar entre as duas potências nucleares e desde 2003 está em vigor uma frágil trégua.

A Índia mobiliza permanentemente cerca de 500.000 soldados na sua parte de Caxemira, embora os combates tenham diminuído desde que o Governo de Narendra Modi revogou a autonomia limitada do território em 2019.

As autoridades indianas estão a trabalhar para tornar esta região montanhosa num destino turístico. Vários 'resorts' estão em desenvolvimento, incluindo alguns localizados perto da fronteira fortemente militarizada que divide Caxemira entre a Índia e o Paquistão.

Cerca de 3,5 milhões de turistas visitaram Caxemira em 2024, a maioria indianos, segundo dados oficiais.

Em 2023, a Índia acolheu uma reunião de turismo do G20 em Srinagar para assinalar o regresso da calma à região após a repressão maciça que se seguiu à revogação da sua limitada autonomia.

Leia Também: Índia anuncia morte de rebeldes após ataque que matou 28 em Caxemira

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