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Varredor deficiente obrigado a esconder-se de governante

Um varredor deficiente do Hospital de Gaia foi obrigado a esconder-se para que um membro do Governo não o visse a varrer a unidade de saúde de muletas. Em declarações o Jornal de Notícias, Manuel Sobrinho assegurou que foi acompanhado por dois seguranças até ao refeitório para que não saísse de lá.

Varredor deficiente obrigado a esconder-se de governante

Manuel Sobrinho tem 56 anos e 37% de incapacidade desde que sofreu um acidente de trabalho no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho. Apesar da sua condição, a Junta Médica obrigou-o a continuar a trabalhar e, por isso, agora varre o hospital, embora precise de duas muletas para se deslocar.

Na sexta-feira, a referida unidade hospitalar recebeu a visita do secretário de Estado da Saúde e a “chefe” de Manuel Sobrinho obrigou-o a esconder-se para que o governante não o visse.

“Tem de esconder-se. Ou vai para a casa mortuária ou vai ali para o refeitório. Não o queremos aqui”, terão sido, de acordo com o varredor, as palavras da “chefe”.

“Esconder? Eu não roubei nada nem ninguém para me esconder”, respondeu Manuel Sobrinho mas de nada lhe adiantou. Foi para o refeitório acompanhado por dois seguranças e de lá só saiu quando o secretário de Estado terminou a visita à Unidade 1 do Centro Hospitalar, a propósito das comemorações do 35º aniversário do Serviço Nacional de Saúde.

Segundo o Jornal de Notícias esta não terá sido a primeira vez que uma situação destas ocorre com Manuel Sobrinho.

O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte, que foi quem denunciou o caso ao JN, já garantiu que vai pedir esclarecimentos à direção do Centro Hospitalar.

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