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Enfermeira que atendeu João Gouveia confirma "pré-afogamento"

A enfermeira que atendeu João Gouveia, o único sobrevivente da noite trágica de 15 de dezembro, acredita que os sintomas do jovem eram compatíveis com "pré-afogamento", mas revela que o dux confirmou que não engoliu água no momento em que foi arrastado pela onda, juntamente com os seus seis amigos, informa o Público.

Enfermeira que atendeu João Gouveia confirma "pré-afogamento"

A trágica noite no Meco, de 15 de dezembro de 2013, em que seis jovens estudantes foram arrastados por uma onda, continua a dar que falar. Desta vez, foi uma enfermeira do hospital Garcia de Orta, que terá assistido João Gouveia, único sobrevivente, que confirmou que o estado do jovem era “compatível com pré-afogamento”.

Quando chegou ao hospital, o dux da Lusófona foi imediatamente visto por uma enfermeira que lhe perguntou várias vezes se tinha engolido água, ao que João respondeu sempre que não.

Para a enfermeira, o jovem estava “alheado de tudo” e tinha a sequência cardíaca bastante acelerada, avança o Público.

João Gouveia chegou ao hospital com uma manta térmica, em estado de “apatia” e “choque”. Quando questionado sobre os sintomas, o sobrevivente informou que tinha vomitado, mas a enfermeira não encontrou vestígios de vómitos, por causa de toda a areia que trazia no rosto.

Segundo a técnica de saúde, o dux não apresentava sinais de hipotermia, mas tal pode justificar-se por ter estado horas no carro da Polícia Marítima, com aquecimento, o que explica “o restabelecimento da temperatura normal do corpo”.

O Dux contou à polícia que esteve na ambulância onde o aquecimento também foi ligado e lá retirou o seu traje. Na altura, dizia sentir muito frio e “dores no pescoço, ombros e costas”.

Esta informação surge depois do advogado das famílias, Vítor Parente Ribeiro, ter alegado que o jovem não se encontrava em situação de pré-afogamento e contestado o que o procurador da República escreveu no despacho - que o médico, que só receitou paracetamol e admitiu, em reinquirição, ter atropelado “as boas práticas”.

Vítor Parente vai requerer a nulidade do inquérito do Ministério Público, por o Dux não ter sido constituído arguido.

“Vamos entregar a abertura de instrução no dia 15 de setembro no Tribunal de Almada. Continuo a defender que houve crime naquela noite e que o dux não contou a verdade às autoridades”, adianta o advogado.

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