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Governo lembra Soares como exemplo de "tolerância" que democracia precisa

O ministro da Presidência defendeu hoje que a democracia portuguesa precisa do "espírito dos que lutam pelo bem comum, com tolerância", considerando que essa foi uma das principais mensagens deixadas pelo histórico socialista Mário Soares.

Governo lembra Soares como exemplo de "tolerância" que democracia precisa

© Getty Images

Lusa
07/12/2024 20:59 ‧ há 8 meses por Lusa

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"Uma das palavras e uma das mensagens principais e testemunhos da sua vida foi o da tolerância. E eu acho que esta é uma ideia que devemos cultivar mesmo nas nossas diferenças: respeitar quem lutou pela democracia, por um país melhor, pela liberdade, com tolerância. Acho que a democracia portuguesa precisa desse espírito, dos que lutam pelo bem comum, com tolerância, discordando por vezes - e nós discordámos várias vezes de escolhas de Mário Soares. Deve-nos unir aquilo que é mais importante que é a defesa do povo português", considerou.

 

António Leitão Amaro representou hoje o Governo na sessão evocativa que assinala o centenário do nascimento de Mário Soares, que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, num auditório com lotação esgotada, onde discursaram o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e o chefe de Estado de Cabo Verde, José Maria Neves.

Interrogado sobre o porquê de o primeiro-ministro não ter estado presente, Leitão Amaro desdramatizou, lembrando que Luís Montenegro esteve na sessão solene evocativa na Assembleia da República na sexta-feira e foi autor de um artigo no jornal Público sobre o tema.

Leitão Amaro acrescentou que o Governo vai continuar a associar-se no apoio a várias iniciativas de celebração dos 100 anos do nascimento de Mário Soares, lembrando-o como "uma das personalidades mais importantes e que mais contribuiu para a democracia portuguesa".

"Podemos, vários de nós, em vários momentos, discordar de algumas opções, mas o contributo para que Portugal seja uma democracia, tenha vencido uma ditadura e depois a tentação de uma nova ditadura na sequência da Revolução Democrática deve também e muito a Mário Soares", sublinhou.

Além de Marcelo Rebelo de Sousa e de António Costa, na sessão comemorativa do centenário dos cem anos de Mário Soares esteve também presente o antigo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva, entre outras personalidades.

Mário Alberto Nobre Lopes Soares, nascido a 07 de dezembro de 1924, foi uma das principais figuras da resistência ao regime do Estado Novo. Esteve preso diversas vezes e chegou a ser exilado para São Tomé e Príncipe e França.

Advogado, foi fundador e primeiro líder do Partido Socialista.

Após a revolução de 25 de Abril de 1974, regressou do exílio em França e foi ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, tendo pedido a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e assinado o respetivo tratado, em 1985.

Foi Presidente da República durante dois mandatos, entre 1986 e 1996.

Morreu em 07 de janeiro de 2017, aos 92 anos, em Lisboa.

O centenário do seu nascimento começa hoje a ser assinalado com um vasto programa que decorre até ao final de 2025 e que irá estender-se a vários pontos do país com exposições, edições literárias e iniciativas culturais.

[Notícia atualizada às 07h44 do dia 8 de dezembro]

Leia Também: Soares "deixou um traço indelével na política externa da Democracia"

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